BolaShow https://bolashow.net/ Seu guia de shows e festivais na região de Campinas e cidade de São Paulo Tue, 16 Dec 2025 19:54:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://bolashow.net/wp-content/uploads/2024/09/favicon-150x150.png BolaShow https://bolashow.net/ 32 32 PapoShow: Black Pantera https://bolashow.net/paposhow-black-pantera/ Fri, 05 Dec 2025 14:44:41 +0000 https://bolashow.net/?p=11440 Banda mineira celebra o excelente momento com agenda intensa, gravação de Ao Vivo e a mensagem sendo espalhada. O Black Pantera é mais do que uma das melhores bandas de rock e metal do Brasil nessa renovação que tanto buscamos no estilo. É também uma das mais necessárias e representativas. A mensagem é clara e sem rodeios: são músicas que abordam, dentre vários temas, o machismo, fascismo, nazismo e, claro, o racismo. Pra que ninguém venha dizer no futuro que “gostava quando eles não falavam de política”, a banda desde o seu nascimento se assume como uma banda preta antirracista, o que engloba também outros temas como mencionados acima. O resultado disso é uma banda que obviamente – e lamentavelmente – é atacada, mas também deu voz, sentido e representatividade para milhares ou milhões de pessoas, inspirando-as inclusive em redações de provas para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Eu já encontrei com a banda em diversos eventos em Campinas, Americana e até em grandes festivais em São Paulo, mas dessa vez em Limeira eu pude registrar um bate-papo com eles antes de incendiarem tudo num show memorável na Mutante Bar, que se tornou um pico de resistência na cidade. BOLASHOW – Pancho, o Black Pantera conquistou espaços no Rock in Rio, Knotfest, Hellfest, The Town, e ao mesmo tempo a banda não abre mão de tocar em espaços menores, como hoje aqui na Mutante Bar em Limeira. Claro que tocar num festival grande dá uma ansiedade e um gás forte, mas o que o underground, e esses espaços menores oferecem que esses espaços gigantescos não dão? RODRIGO PANCHO – Cara, eu vou te falar que oferece o calor humano, né? Porque você toca aqui num espaço menor, você está ali toda hora em contato com o público. Aqui é onde a gente literalmente faz a nossa base de fãs. É no underground, é tocando no interior. O Black Pantera é de Uberaba, uma cidade do interior, então a gente gosta de tratar o nosso público como a gente gostaria que os nossos ídolos tratassem a gente. Então assim, você está no rolê underground, você está aqui trocando ideia com todo mundo, está ali vendendo o nosso merch. A gente se sente em casa, né? É o calor humano que o underground proporciona. Quando você está num evento maior, é legal porque você toca para uma gama de pessoas de uma vez ali, você expande o som, mas é uma parada mais fria, você está mais distante do público. Já aqui você está pertinho, e isso é sensacional. BOLASHOW – Chaene, eu fui ver vocês em Campinas e teve uma cena que me marcou bastante. Eu tava na grade e do meu lado tinha dois molequinhos que eles eram fãs do Black Pantera, eles estavam com os olhos brilhando, vendo vocês cantar e tocar, e berraram as músicas, porque as letras significam pra eles. E além dessas crianças, tem a história do Enem. Jovens e adolescentes do Brasil inteiro citaram Black Pantera (na redação). Como que é hoje, numa sociedade que é tudo tão supérfluo, tudo tão rápido, vocês mesmo sendo do underground são ouvidos, entendidos e a mensagem de vocês é disseminada pelo seu público.  CHAENE – Eu acho que é o poder da arte, né cara? O letramento racial é uma parada que é importante. A gente agradece aos professores que ministram também nas suas aulas e aplicam Black Pantera nessa molecada. A gente gravou o DVD no Circo Voador (RJ) semana passada e um professor estava emocionadão e falou “cara, eu pus o clipe de vocês de Candeia e os meus alunos – acho que são da sexto ano – ficavam falando pra por aquela música da Pólvora, Pólvora, Pavio, Candieiro”. Então assim, de alguma forma essa chave vai sendo virada e aí quando falam de antirracismo, ali o Black Pantera está e isso é algo que a gente tinha noção de que era importante ter uma profundidade pra saber o que estava falando, pra trazer essas referências pretas pra essa molecada poder entender. Então cada vez mais o Black Pantera acaba sendo essa potência de unir rock, música e também esse letramento racial que é tão importante. E ver essa molecada nos shows, ver as meninas, muitas meninas de várias idades, representa muito pra nós, porque é um sonho, né? Você se ver ali no palco. Quantas vezes a gente esteve no público e às vezes pensava “ah, ok…”, porque a gente não se sentia tão representado. Aí então você vê ali o guitarrista, o baixista, o batera, todos pretos, os caras falam “é isso que eu quero fazer, eu quero ter uma banda preta também”. É igual eu, por exemplo, eu vi o Ranger Negro agora no evento geek, né? E assim, o cara foi um espelho pra mim, eu via ele na TV quando era moleque, o cara era um cara preto e era um super-herói, então essas referências… Poder se espelhar, poder ter essa noção, isso é muito foda. Muito obrigado mesmo a todo mundo, aos professores, aos alunos, a todo mundo que acompanha essa molecada.  BOLASHOW – Pra quem não sabe, o Charles começou tudo isso aqui. Começou toda essa história. Ele sofreu um não do próprio irmão, que não negou o baixo pra ele (risos). Daí veio o não do Rodrigo (mais risos). O Charles criou as músicas, recrutou o irmão, recrutou o Rodrigo, passou perrengue na França, lá na Europa, dormiram na rua. Veio pandemia, vocês tiveram que conciliar outros trabalhos. Aí depois veio a virada com os festivais grandes e agora fizeram aí um show num lugar lendário, que é o Circo Voador, no Rio de Janeiro, numa véspera de dia de Consciência Negra. Fala pra gente como que foi esse show, o que a gente pode esperar desse material que vai vir pra gente! CHARLES – Olha, o que vocês vão assistir é uma coisa impactante. Acho que pro público que tava lá, pra banda, pra Punho de Marim também, que fez a abertura lá e, pô, consagradíssimos lá agora. É muito bacana dar essa abertura. A gente teve também esse respaldo e é bom a gente lembrar que

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Banda mineira celebra o excelente momento com agenda intensa, gravação de Ao Vivo e a mensagem sendo espalhada.

O Black Pantera é mais do que uma das melhores bandas de rock e metal do Brasil nessa renovação que tanto buscamos no estilo. É também uma das mais necessárias e representativas.

A mensagem é clara e sem rodeios: são músicas que abordam, dentre vários temas, o machismo, fascismo, nazismo e, claro, o racismo. Pra que ninguém venha dizer no futuro que “gostava quando eles não falavam de política”, a banda desde o seu nascimento se assume como uma banda preta antirracista, o que engloba também outros temas como mencionados acima. O resultado disso é uma banda que obviamente – e lamentavelmente – é atacada, mas também deu voz, sentido e representatividade para milhares ou milhões de pessoas, inspirando-as inclusive em redações de provas para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

Eu já encontrei com a banda em diversos eventos em Campinas, Americana e até em grandes festivais em São Paulo, mas dessa vez em Limeira eu pude registrar um bate-papo com eles antes de incendiarem tudo num show memorável na Mutante Bar, que se tornou um pico de resistência na cidade.

BOLASHOW – Pancho, o Black Pantera conquistou espaços no Rock in Rio, Knotfest, Hellfest, The Town, e ao mesmo tempo a banda não abre mão de tocar em espaços menores, como hoje aqui na Mutante Bar em Limeira. Claro que tocar num festival grande dá uma ansiedade e um gás forte, mas o que o underground, e esses espaços menores oferecem que esses espaços gigantescos não dão?

RODRIGO PANCHO – Cara, eu vou te falar que oferece o calor humano, né? Porque você toca aqui num espaço menor, você está ali toda hora em contato com o público. Aqui é onde a gente literalmente faz a nossa base de fãs. É no underground, é tocando no interior. O Black Pantera é de Uberaba, uma cidade do interior, então a gente gosta de tratar o nosso público como a gente gostaria que os nossos ídolos tratassem a gente. Então assim, você está no rolê underground, você está aqui trocando ideia com todo mundo, está ali vendendo o nosso merch. A gente se sente em casa, né? É o calor humano que o underground proporciona. Quando você está num evento maior, é legal porque você toca para uma gama de pessoas de uma vez ali, você expande o som, mas é uma parada mais fria, você está mais distante do público. Já aqui você está pertinho, e isso é sensacional.

BOLASHOW – Chaene, eu fui ver vocês em Campinas e teve uma cena que me marcou bastante. Eu tava na grade e do meu lado tinha dois molequinhos que eles eram fãs do Black Pantera, eles estavam com os olhos brilhando, vendo vocês cantar e tocar, e berraram as músicas, porque as letras significam pra eles. E além dessas crianças, tem a história do Enem. Jovens e adolescentes do Brasil inteiro citaram Black Pantera (na redação). Como que é hoje, numa sociedade que é tudo tão supérfluo, tudo tão rápido, vocês mesmo sendo do underground são ouvidos, entendidos e a mensagem de vocês é disseminada pelo seu público. 

CHAENE – Eu acho que é o poder da arte, né cara? O letramento racial é uma parada que é importante. A gente agradece aos professores que ministram também nas suas aulas e aplicam Black Pantera nessa molecada. A gente gravou o DVD no Circo Voador (RJ) semana passada e um professor estava emocionadão e falou “cara, eu pus o clipe de vocês de Candeia e os meus alunos – acho que são da sexto ano – ficavam falando pra por aquela música da Pólvora, Pólvora, Pavio, Candieiro”. Então assim, de alguma forma essa chave vai sendo virada e aí quando falam de antirracismo, ali o Black Pantera está e isso é algo que a gente tinha noção de que era importante ter uma profundidade pra saber o que estava falando, pra trazer essas referências pretas pra essa molecada poder entender. Então cada vez mais o Black Pantera acaba sendo essa potência de unir rock, música e também esse letramento racial que é tão importante. E ver essa molecada nos shows, ver as meninas, muitas meninas de várias idades, representa muito pra nós, porque é um sonho, né? Você se ver ali no palco. Quantas vezes a gente esteve no público e às vezes pensava “ah, ok…”, porque a gente não se sentia tão representado. Aí então você vê ali o guitarrista, o baixista, o batera, todos pretos, os caras falam “é isso que eu quero fazer, eu quero ter uma banda preta também”. É igual eu, por exemplo, eu vi o Ranger Negro agora no evento geek, né? E assim, o cara foi um espelho pra mim, eu via ele na TV quando era moleque, o cara era um cara preto e era um super-herói, então essas referências… Poder se espelhar, poder ter essa noção, isso é muito foda. Muito obrigado mesmo a todo mundo, aos professores, aos alunos, a todo mundo que acompanha essa molecada. 

BOLASHOW – Pra quem não sabe, o Charles começou tudo isso aqui. Começou toda essa história. Ele sofreu um não do próprio irmão, que não negou o baixo pra ele (risos). Daí veio o não do Rodrigo (mais risos). O Charles criou as músicas, recrutou o irmão, recrutou o Rodrigo, passou perrengue na França, lá na Europa, dormiram na rua. Veio pandemia, vocês tiveram que conciliar outros trabalhos. Aí depois veio a virada com os festivais grandes e agora fizeram aí um show num lugar lendário, que é o Circo Voador, no Rio de Janeiro, numa véspera de dia de Consciência Negra. Fala pra gente como que foi esse show, o que a gente pode esperar desse material que vai vir pra gente!

CHARLES – Olha, o que vocês vão assistir é uma coisa impactante. Acho que pro público que tava lá, pra banda, pra Punho de Marim também, que fez a abertura lá e, pô, consagradíssimos lá agora. É muito bacana dar essa abertura. A gente teve também esse respaldo e é bom a gente lembrar que no underground existe essa união, onde anos atrás, o Dead Fish chamou a gente pra poder abrir no Circo, e isso mudou tudo pra gente ali no Rio de Janeiro. A respeito do show, cara, foi uma frenesi total. A gente fez um repertório bem bacana, um repertório extenso passando por todas as fases da banda, mas a energia do lugar, o Circo, né, que a gente cresceu assistindo bandas ao vivo delas no Circo Voador, né? Desde o Biquíni Cavadão até várias outras, né, o Ratos de Porão, várias tiveram seus registros gravados lá, e o nosso foi diferente, tinha uma energia surreal lá. Sabe, a data era muito específica, muito representativa. Então, assim, o que vocês vão ver é uma loucura, a gente também tá louco pra poder assistir isso o mais rápido possível, mas eu prometo pra vocês que vai ser um show de rock brasileiro no seu mais alto nível, desde o público a todo mundo que trabalhou lá, a produção, a equipe. Esse show do Circo foi histórico pra gente de todas as formas. Vocês vão ver, vocês não têm noção do que a gente tá falando. 

BOLASHOW – Charles, você que criou e vislumbrou o então Project Black Pantera na época, você acredita que atingiu o objetivo, que já passou do objetivo ou tem mais coisa pra ser construída?

CHARLES – Olha, desde quando eu pensei na banda, no conceito da banda, eu imaginava afetar algumas pessoas, mas com o tempo, a coisa começou a ficar grande, né? Mas pegando pro primeiro ponto, eu acho que ultrapassou tudo aquilo que eu imaginava algum dia. E eu acho que depois que ultrapassa um tanto assim, você acaba querendo mais ou menos. Mas no geral, sim, a gente tá feliz, porque o Black Pantera tem vivido, são onze anos de córre, uma banda do interior, banda preta que tem que ralar duas, três, quatro vezes mais que as outras. Então assim, eu tô feliz pra caramba com o momento que a gente tá vivendo, mas realmente ultrapassou tudo aquilo que eu pensei já um dia, cara. Eu imaginei afetar algumas pessoas na região ali, e hoje em dia tá afetando o Brasil todo, pessoas do mundo inteiro conhecem a gente já. Então assim, que venham mais, que venham mais bandas, a gente não quer ser só a única banda preta. A gente quer que venham mais bandas de todos os estilos, de todas as formas, de todas as cores, amores. E eu acho que isso ajuda a abrir um leque, né? A gente começa a ver as grandes gravadoras de novo apostando no rock’n’roll também. A gente sente que tá acontecendo alguma coisa no rock’n’roll, uma volta grande do rock’n’roll. Mas é bom ver que a molecada hoje em dia com 15, 14 anos tá pegando o violão de novo, fazendo som. Isso é muito importante, né? Caramba, e ter, né, o que o Chaene falou, o letramento, o entendimento que tá no rolê pra que cresçam as pessoas já, com consciência já, sobre tudo isso.

Você pode assistir a entrevista clicando aqui.

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PapoShow: Sérgio Britto https://bolashow.net/paposhow-sergio-britto/ Tue, 11 Nov 2025 23:13:06 +0000 https://bolashow.net/?p=11396 Cantor e músico do Titãs lançou seu sexto álbum solo e se apresentou em Campinas. Sérgio Britto dispensa maiores apresentações. Uma das vozes mais icônicas e um dos principais compositores da melhor banda de todos os tempos da última semana, os Titãs, onde escreveu sucessos como “Epitáfio”, “Enquanto Houver Sol”, “Porque Eu Sei O Que É Amor”, “Homem Primata”, “Flores”, “Go Back”, além de parcerias como “Marvin”. Paralelamente, há mais de duas décadas o cantor, compositor e multi-instrumentista também mantém uma sólida carreira solo que, se no início enveredava por uma série de estilos musicais com base ainda no rock titânico, já tem um tempo que ele fincou os pés na bossa nova. E o sexto álbum de estúdio dele, “Mango Dragon Fruit”, lançado em 2025, veio para estabelecer Sérgio Britto como um músico versátil, capaz de transitar entre gêneros bastante diferentes e oferecer uma excelente experiência auditiva. Foi juntando essas duas estradas de uma carreira brilhante que Sérgio Britto se apresentou no Espaço MultiUso do Sesc Campinas, no dia 08 de novembro de 2025, onde ele tocou músicas de ambos os trabalhos (Titãs e solo), e eu tive a oportunidade de ter uma breve conversa com esse ídolo do rock nacional. BOLASHOW: Sérgio, você é um raro exemplo de músico que foi projetado numa banda de rock, fez o seu projeto solo há (mais de) vinte anos e não saiu da sua banda que o projetou. E o Titãs já veio para o interior de São Paulo várias vezes nesse ano (de 2025) e agora você veio ao Sesc Campinas com seu projeto solo. Diante dessa agenda, além de compromissos com ensaios, imprensa e tudo mais. Como que você concilia esses dois projetos? SÉRGIO BRITTO: O tempo é uma coisa complicada, mas sempre deixei minha carreira solo em segundo plano. Agora eu tô tentando equilibrar mais, porque fazer shows é importante. Isso que a gente fez hoje para dez, vinte, quinhentas pessoas, mil pessoas, acho que cada vez vai ser mais importante pra ter esse contato direto com as pessoas, lançar meu projeto solo, resgatar essa história. Então eu tento conciliar as duas coisas. Deixar a carreira solo em segundo plano foi uma opção que eu fiz porque eu gosto muito de estar numa banda. Não posso falar pelos outros, mas acho que quando você fica incomodado de estar numa banda, aí sim é motivo pra sair. No entanto, eu não estou incomodado, a maioria das músicas do Titãs são de minha composição, e eu gosto de estar no palco de outra maneira também, gosto de gritar, então eu me esforcei ao máximo pra conciliar as duas coisas e acho que talvez eu seja o único exemplo de alguém que tem uma carreira solo e permanece numa banda (risos). Mas é a minha opção e não posso me trair. BOLASHOW: Você falou de composição, me corrija se eu estiver errado, mas eu já vi uma entrevista que você citou que “Epitáfio” não era um consenso entre os membros do Titãs na formação da época, e poderia nem ter entrado na discografia da banda. Essa música, assim como tantas outras que você compôs, ela poderia ter entrado no seu projeto solo ou você compõe diretamente pro Titãs, diretamente pro Sérgio Britto. Como você direciona suas composições? SÉRGIO BRITTO: As músicas nascem e eu componho incessantemente. Quando você compõe de verdade, você fica atento a tudo e vai transformando tudo em música, faz trechos, vai catando semente e vendo o que pode dar certo, o que vale a pena desenvolver. Eu adoro, eu gosto muito. Então eu não premedito, mas eu sei que tem músicas com mais cara de banda de rock, outras tem uma intersecção entre o que eu faço sozinho e o que faço com os Titãs. Essas baladas são bem isso, “Epitáfio” poderia ser do meu trabalho solo, obviamente que seria muito menos conhecida (risos), mas tem uma que eu toquei hoje que se chama “Epifania” que é minha mas poderia fazer parte do Titãs, e até talvez fosse muito mais conhecida. Mas são coisas circunstanciais, tem coisa que é pra lá, outra pra cá, e essa zona que é uma intersecção. Mas eu não premeditando, não.

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Cantor e músico do Titãs lançou seu sexto álbum solo e se apresentou em Campinas.

Sérgio Britto dispensa maiores apresentações. Uma das vozes mais icônicas e um dos principais compositores da melhor banda de todos os tempos da última semana, os Titãs, onde escreveu sucessos como “Epitáfio”, “Enquanto Houver Sol”, “Porque Eu Sei O Que É Amor”, “Homem Primata”, “Flores”, “Go Back”, além de parcerias como “Marvin”.

Paralelamente, há mais de duas décadas o cantor, compositor e multi-instrumentista também mantém uma sólida carreira solo que, se no início enveredava por uma série de estilos musicais com base ainda no rock titânico, já tem um tempo que ele fincou os pés na bossa nova. E o sexto álbum de estúdio dele, “Mango Dragon Fruit”, lançado em 2025, veio para estabelecer Sérgio Britto como um músico versátil, capaz de transitar entre gêneros bastante diferentes e oferecer uma excelente experiência auditiva.

Foi juntando essas duas estradas de uma carreira brilhante que Sérgio Britto se apresentou no Espaço MultiUso do Sesc Campinas, no dia 08 de novembro de 2025, onde ele tocou músicas de ambos os trabalhos (Titãs e solo), e eu tive a oportunidade de ter uma breve conversa com esse ídolo do rock nacional.

BOLASHOW: Sérgio, você é um raro exemplo de músico que foi projetado numa banda de rock, fez o seu projeto solo há (mais de) vinte anos e não saiu da sua banda que o projetou. E o Titãs já veio para o interior de São Paulo várias vezes nesse ano (de 2025) e agora você veio ao Sesc Campinas com seu projeto solo. Diante dessa agenda, além de compromissos com ensaios, imprensa e tudo mais. Como que você concilia esses dois projetos?

SÉRGIO BRITTO: O tempo é uma coisa complicada, mas sempre deixei minha carreira solo em segundo plano. Agora eu tô tentando equilibrar mais, porque fazer shows é importante. Isso que a gente fez hoje para dez, vinte, quinhentas pessoas, mil pessoas, acho que cada vez vai ser mais importante pra ter esse contato direto com as pessoas, lançar meu projeto solo, resgatar essa história. Então eu tento conciliar as duas coisas. Deixar a carreira solo em segundo plano foi uma opção que eu fiz porque eu gosto muito de estar numa banda. Não posso falar pelos outros, mas acho que quando você fica incomodado de estar numa banda, aí sim é motivo pra sair. No entanto, eu não estou incomodado, a maioria das músicas do Titãs são de minha composição, e eu gosto de estar no palco de outra maneira também, gosto de gritar, então eu me esforcei ao máximo pra conciliar as duas coisas e acho que talvez eu seja o único exemplo de alguém que tem uma carreira solo e permanece numa banda (risos). Mas é a minha opção e não posso me trair.

BOLASHOW: Você falou de composição, me corrija se eu estiver errado, mas eu já vi uma entrevista que você citou que “Epitáfio” não era um consenso entre os membros do Titãs na formação da época, e poderia nem ter entrado na discografia da banda. Essa música, assim como tantas outras que você compôs, ela poderia ter entrado no seu projeto solo ou você compõe diretamente pro Titãs, diretamente pro Sérgio Britto. Como você direciona suas composições?

SÉRGIO BRITTO: As músicas nascem e eu componho incessantemente. Quando você compõe de verdade, você fica atento a tudo e vai transformando tudo em música, faz trechos, vai catando semente e vendo o que pode dar certo, o que vale a pena desenvolver. Eu adoro, eu gosto muito. Então eu não premedito, mas eu sei que tem músicas com mais cara de banda de rock, outras tem uma intersecção entre o que eu faço sozinho e o que faço com os Titãs. Essas baladas são bem isso, “Epitáfio” poderia ser do meu trabalho solo, obviamente que seria muito menos conhecida (risos), mas tem uma que eu toquei hoje que se chama “Epifania” que é minha mas poderia fazer parte do Titãs, e até talvez fosse muito mais conhecida. Mas são coisas circunstanciais, tem coisa que é pra lá, outra pra cá, e essa zona que é uma intersecção. Mas eu não premeditando, não.

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Chico César celebra 30 anos de “Aos Vivos” em Campinas https://bolashow.net/chico-cesar-celebra-30-anos-de-aos-vivos-em-campinas/ Tue, 11 Nov 2025 00:40:55 +0000 https://bolashow.net/?p=11254 O primeiro álbum do cantor e compositor paraibano foi o responsável pela sua projeção nacional e é um clássico da música brasileira. Antes mesmo da sexta-feira do dia 7 de novembro de 2025 chegar, já se sabia que seria uma noite imensamente especial. Conforme adiantado nas redes por este portal, o cantor, compositor e violonista paraibano Chico César viria para Campinas, na unidade do Sesc da cidade, para se apresentar. Qualquer que fosse o show que o artista trouxesse ao interior paulista, fosse do álbum “Belezas Pra Nós” (com Blanca e Rojobarcelo) ou “Ao Arrepio da Lei” (com Zeca Baleiro), ou mesmo algum que abraçasse toda a sua carreira, o espetáculo já estaria garantido. Mas a noite foi ainda mais especial porque o show era de celebração aos 30 anos do álbum que projetou Chico César como um dos grandes nomes da música brasileira. O álbum “Aos Vivos” foi gravado em 1994 e lançado de forma independente em 1995. Trata-se de um Chico César de 31 anos, que veio da Paraíba para São Paulo tentar a sorte e ousou em lançar seu primeiro álbum de forma pura, crua e honesta: era o cantor com sua voz e seu exímio talento no violão, em 15 músicas nas quais a maioria são de sua autoria. E ao vivo, com participações de Lenine e o guitarrista Lanny Gordin. O sucesso do disco, notoriamente impulsionado por “Mama África” e “À Primeira Vista” foi tão grande que pode ser considerado – já no seu trabalho inaugural – como um “The Best Of” do artista e, por isso, o sucesso da noite em Campinas estava garantido, pois nesta turnê Chico César se propôs a tocar o disco na íntegra. Dito e feito: ao ser anunciado pelo Sesc Campinas, Chico César sobe ao palco apagado do Espaço Multiuso da unidade com óculos e lanternas nas duas mãos emitindo luzes brancas e vermelhas para entoar “Beradêro”, com um breve “Boa noite Campinas” no meio da poesia e já puxando o público para bater palmas com ele. Em seguida, assim como no álbum, são executados os dois maiores sucessos do disco, “Mama África” com “Pra Não Dizer Que Falei das Flores” de forma incidental (e não presente na gravação inaugural), e “À Primeira Vista”, cantadas em uníssono pelo público que esgotou os ingressos da noite. Chico César, sozinho no palco com seu violão, tinha o público na mão desde o primeiro segundo de show. Além da atração musical, também tínhamos o humor e o carisma de um excelente contador de histórias. O público riu muito da forma inusitada com que o saudoso Itamar Assumpção intimou Chico César a compor uma música para uma de suas letras, gerando a canção “Dúvida Cruel”. Contou ainda que ele foi ao local que dividia com Zeca Baleiro à época, em cima da padaria Ceará, na qual talvez até hoje poderia haver alguma conta não paga pela dupla. Também de forma muito humorada, assumiu ser um tanto quanto “metido” quando veio para Campinas tentar o ingresso no curso superior de música da universidade. Ao ser reprovado por não ter um “ensino médio de música”, Chico confrontou a pessoa que lhe deu a notícia dizendo que “quem estão perdendo são vocês, eu só volto aqui agora como contratado” (e não é que acabou acontecendo?). Outro conto também envolveu a mudança da letra da música “Paraíba”, Luiz Gonzaga. A original – e gravada assim no álbum de 1995 – era “Paraíba masculina, mulher macho, sim, Senhor”. De forma muito bem humorada, Chico contou como ele modificou a letra para “Paraíba feminina, mulher massa, sim, senhor!”. Dentre tantas histórias e músicas eternas, homenagens à Lô Borges (falecido naquela semana) e Milton Nascimento, Chico César dominou o público e entregou um show cativante, intenso, poético e acolhedor na noite inesquecível de Sesc Campinas, digno de celebração de três décadas de um dos mais memoráveis álbuns da música popular brasileira.

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O primeiro álbum do cantor e compositor paraibano foi o responsável pela sua projeção nacional e é um clássico da música brasileira.

Antes mesmo da sexta-feira do dia 7 de novembro de 2025 chegar, já se sabia que seria uma noite imensamente especial. Conforme adiantado nas redes por este portal, o cantor, compositor e violonista paraibano Chico César viria para Campinas, na unidade do Sesc da cidade, para se apresentar.

Qualquer que fosse o show que o artista trouxesse ao interior paulista, fosse do álbum “Belezas Pra Nós” (com Blanca e Rojobarcelo) ou “Ao Arrepio da Lei” (com Zeca Baleiro), ou mesmo algum que abraçasse toda a sua carreira, o espetáculo já estaria garantido. Mas a noite foi ainda mais especial porque o show era de celebração aos 30 anos do álbum que projetou Chico César como um dos grandes nomes da música brasileira.

O álbum “Aos Vivos” foi gravado em 1994 e lançado de forma independente em 1995. Trata-se de um Chico César de 31 anos, que veio da Paraíba para São Paulo tentar a sorte e ousou em lançar seu primeiro álbum de forma pura, crua e honesta: era o cantor com sua voz e seu exímio talento no violão, em 15 músicas nas quais a maioria são de sua autoria. E ao vivo, com participações de Lenine e o guitarrista Lanny Gordin.

O sucesso do disco, notoriamente impulsionado por “Mama África” e “À Primeira Vista” foi tão grande que pode ser considerado – já no seu trabalho inaugural – como um “The Best Of” do artista e, por isso, o sucesso da noite em Campinas estava garantido, pois nesta turnê Chico César se propôs a tocar o disco na íntegra.

Dito e feito: ao ser anunciado pelo Sesc Campinas, Chico César sobe ao palco apagado do Espaço Multiuso da unidade com óculos e lanternas nas duas mãos emitindo luzes brancas e vermelhas para entoar “Beradêro”, com um breve “Boa noite Campinas” no meio da poesia e já puxando o público para bater palmas com ele.

Em seguida, assim como no álbum, são executados os dois maiores sucessos do disco, “Mama África” com “Pra Não Dizer Que Falei das Flores” de forma incidental (e não presente na gravação inaugural), e “À Primeira Vista”, cantadas em uníssono pelo público que esgotou os ingressos da noite.

Chico César, sozinho no palco com seu violão, tinha o público na mão desde o primeiro segundo de show. Além da atração musical, também tínhamos o humor e o carisma de um excelente contador de histórias. O público riu muito da forma inusitada com que o saudoso Itamar Assumpção intimou Chico César a compor uma música para uma de suas letras, gerando a canção “Dúvida Cruel”. Contou ainda que ele foi ao local que dividia com Zeca Baleiro à época, em cima da padaria Ceará, na qual talvez até hoje poderia haver alguma conta não paga pela dupla.

Também de forma muito humorada, assumiu ser um tanto quanto “metido” quando veio para Campinas tentar o ingresso no curso superior de música da universidade. Ao ser reprovado por não ter um “ensino médio de música”, Chico confrontou a pessoa que lhe deu a notícia dizendo que “quem estão perdendo são vocês, eu só volto aqui agora como contratado” (e não é que acabou acontecendo?).

Outro conto também envolveu a mudança da letra da música “Paraíba”, Luiz Gonzaga. A original – e gravada assim no álbum de 1995 – era “Paraíba masculina, mulher macho, sim, Senhor”. De forma muito bem humorada, Chico contou como ele modificou a letra para “Paraíba feminina, mulher massa, sim, senhor!”.

Dentre tantas histórias e músicas eternas, homenagens à Lô Borges (falecido naquela semana) e Milton Nascimento, Chico César dominou o público e entregou um show cativante, intenso, poético e acolhedor na noite inesquecível de Sesc Campinas, digno de celebração de três décadas de um dos mais memoráveis álbuns da música popular brasileira.

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PapoShow: Lighthouse https://bolashow.net/paposhow-lighthouse/ Thu, 31 Jul 2025 20:17:24 +0000 https://bolashow.net/?p=9547 Banda com mais de 10 anos de estrada consolida formação e começa a dar passos maiores. Lighthouse é uma banda de Americana/Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, que tem uma sonoridade muito própria dentro do indie rock, com melodias bastante intensas, íntimas e músicas que quase não tem refrão, mas ficam marcadas na sua memória. Em papo com a banda toda (vídeo aqui) na HUP Sounds em Americana, no dia 20/07/2025, pude saber mais sobre a criação da banda, a ideia do nome, toda a trajetória nesses dez anos de atividade com várias troca de membros, e principalmente sobre essa nova fase com uma formação mais consolidada e que tem conquistado espaço com lançamento de seus primeiros registros gravados e shows fora da região de origem. BOLASHOW: Ralf, muitos se surpreendem, mas o Lighthouse já tem 10 anos de carreira, só que está aparecendo na grande mídia agora (matéria no TMDQA), com gravação ao vivo (na Viva Bakery), lançamento de single (“Calma”), etc. Pra você que idealizou esse projeto, como está sendo essa nova fase com uma formação mais solidificada e essas conquistas? RALF: É muito legal. É tudo novidade e ansiedade. Como você falou, tem muito tempo de projeto, então as coisas que, sei lá, eu tinha 10 anos atrás como sonho, eu vejo se concretizando hoje. Então, pô, a gente lançou uma música (“Calma”), e pra mim já foi muito feliz. A gente saiu no Tenho Mais Discos Que Amigos e eu fiquei, tipo assim, poxa, eu sempre acompanhei esse canal. São pequenas coisinhas que vão fazendo a gente… Poxa, pensar que valeu a pena ter persistido. E muito do que vem acontecendo hoje é por causa dessas três pessoas (apontando para o restante da banda), porque foi no momento que eu tava mais… “Ah, acho que não.” que eles falaram “Não? Dá sim”. Aí, por eles, a gente conseguiu fazer todas essas coisas hoje. BOLASHOW: Voltando nas origens, como que foi a ideia de formar essa banda e qual o motivo do nome, por mais genérico que seja (risos)? Nota: Brincar sobre o “nome genérico” da banda é uma piada interna dos integrantes que acabou virando externa. RALF: Poxa, o nome, por mais genérico que fosse, há 10 anos atrás não era tanto, sabe? (risos) Hoje em dia envelheceu mal, né? Envelheceu que nem leite. Mas tudo bem. E o nome foi num susto, provavelmente, porque todas as músicas que eu fiz foram todas concebidas uma vez só e depois divididas em músicas separadas, que a gente toca até hoje. E, consequentemente, eu tava em Porto Alegre, na casa do meu amigo Mau – que inclusive foi quem editou todos os nossos vídeos que a gente lança nas mídias – e lá tem um farolzão, né? Eu esqueci o nome do lugar (Nota: Gasômetro), e aí bateu “Lighthouse”, porque na época, colocar o nome em inglês era bacana, e já tinha um “About A Soul”* e eu era muito próximo dessa banda (risos). Mas eu fui meio que na onda de falar que “Ah, farol não, vou por Lighthouse”, e aí ficou. Aí agora, infelizmente, pode parecer que é genérico. Mas eu gosto, eu acho legal. Nota: “About A Soul” foi uma banda de indie folk que durou de 2012 a 2024 em Americana e fez vários shows com a Lighthouse. BOLASHOW: E como tá a sensação de estar escalado para tocar em um dos maiores – senão o maior – festival do interior paulista, que é o Santa Bárbara Rock Fest*? Como vocês receberam essa notícia? RALF: Então, a recepção da notícia foi muito boa, porque nós estávamos no chá de cozinha do casamento do Matheus (guitarrista) na época. E eu tava super bad, porque assim, era até dia 20 (de junho, pra receber a resposta). Aí eu estava prestes a cantar um bingo, e lembro que depois de alguma rodada, eu falei assim (pro Danilo) “poxa, não rolou o SBO Rock Fest, né? Ia ser muito massa”, Aí ele falou: “Mano, mas que e-mail a gente cadastrou? Será que não chegou um da banda, algum spam?” e eu falei “Não, eu coloquei o meu, não chegou”, Aí fomos ver de novo e tava assim “Vocês foram selecionados”. Então, pô, foi muito legal. É muito gratificante, e também é muito recompensador e muito animador, né? Pode parecer passinhos pequenos pra muita gente, mas a gente tenta aproveitar cada conquista como uma coisa inacreditável que aconteceu, sabe? Nota: o Santa Bárbara Rock Fest é um festival de três dias voltado para o rock and roll e suas vertentes, envolvendo bandas covers e autorais de várias partes do país, além de bandas consagradas. Em 2025, o festival acontece na Usina Santa Bárbara nos dias 22, 23 e 24 de agosto, com Massacration, Krisiun, Jota Quest, Dead Fish, Titãs, CPM 22 e Tihuana como headliners. BOLASHOW: Fê Rodrigues, baixista, muita gente aqui da região te conhece, já te viu empunhando a guitarra, e provavelmente a maioria das pessoas viu você na discotecagem. Agora você tá numa banda que é totalmente diferente da sonoridade que você fazia com outros projetos seus, tocando um instrumento que você pegou agora. Como tá sendo a experiência? FÊ RODRIGUES: Primeiro que eu fui jogado nessa banda, do nada. Jogaram o baixo na minha mão e falaram: “toca isso!” (risos). Só que, na verdade, a Lighthouse tá compondo uma parte que eu sempre quis. Eu sempre gostei desse estilo e sempre quis tocar esse estilo. Então é muito legal poder fazer isso também. É muito legal ver a gente conseguindo as coisas que a gente tá conseguindo, e foi meio despretensioso, porque quando eu e o Danilo entramos na banda, a gente falou pra eles “A gente tá na banda? Então a gente vai fazer uma banda de verdade”. Então eu sempre quis ter uma banda num estilo parecido com esse e o baixo aconteceu e agora eu vou ter que aprender esse negócio. Mas tá gostoso demais, gostoso demais. BOLASHOW: Matheus, o Ralf acaba sendo a cara do Lighthouse, mas você também é uma parte essencial desse projeto. Até porque, pelo que fiquei sabendo pelas palavras do Fê Rodrigues, você é um imenso

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Banda com mais de 10 anos de estrada consolida formação e começa a dar passos maiores.

Lighthouse é uma banda de Americana/Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, que tem uma sonoridade muito própria dentro do indie rock, com melodias bastante intensas, íntimas e músicas que quase não tem refrão, mas ficam marcadas na sua memória.

Em papo com a banda toda (vídeo aqui) na HUP Sounds em Americana, no dia 20/07/2025, pude saber mais sobre a criação da banda, a ideia do nome, toda a trajetória nesses dez anos de atividade com várias troca de membros, e principalmente sobre essa nova fase com uma formação mais consolidada e que tem conquistado espaço com lançamento de seus primeiros registros gravados e shows fora da região de origem.

BOLASHOW: Ralf, muitos se surpreendem, mas o Lighthouse já tem 10 anos de carreira, só que está aparecendo na grande mídia agora (matéria no TMDQA), com gravação ao vivo (na Viva Bakery), lançamento de single (“Calma”), etc. Pra você que idealizou esse projeto, como está sendo essa nova fase com uma formação mais solidificada e essas conquistas?

RALF: É muito legal. É tudo novidade e ansiedade. Como você falou, tem muito tempo de projeto, então as coisas que, sei lá, eu tinha 10 anos atrás como sonho, eu vejo se concretizando hoje. Então, pô, a gente lançou uma música (“Calma”), e pra mim já foi muito feliz. A gente saiu no Tenho Mais Discos Que Amigos e eu fiquei, tipo assim, poxa, eu sempre acompanhei esse canal. São pequenas coisinhas que vão fazendo a gente… Poxa, pensar que valeu a pena ter persistido. E muito do que vem acontecendo hoje é por causa dessas três pessoas (apontando para o restante da banda), porque foi no momento que eu tava mais… “Ah, acho que não.” que eles falaram “Não? Dá sim”. Aí, por eles, a gente conseguiu fazer todas essas coisas hoje.

BOLASHOW: Voltando nas origens, como que foi a ideia de formar essa banda e qual o motivo do nome, por mais genérico que seja (risos)? Nota: Brincar sobre o “nome genérico” da banda é uma piada interna dos integrantes que acabou virando externa.

RALF: Poxa, o nome, por mais genérico que fosse, há 10 anos atrás não era tanto, sabe? (risos) Hoje em dia envelheceu mal, né? Envelheceu que nem leite. Mas tudo bem. E o nome foi num susto, provavelmente, porque todas as músicas que eu fiz foram todas concebidas uma vez só e depois divididas em músicas separadas, que a gente toca até hoje. E, consequentemente, eu tava em Porto Alegre, na casa do meu amigo Mau – que inclusive foi quem editou todos os nossos vídeos que a gente lança nas mídias – e lá tem um farolzão, né? Eu esqueci o nome do lugar (Nota: Gasômetro), e aí bateu “Lighthouse”, porque na época, colocar o nome em inglês era bacana, e já tinha um “About A Soul”* e eu era muito próximo dessa banda (risos). Mas eu fui meio que na onda de falar que “Ah, farol não, vou por Lighthouse”, e aí ficou. Aí agora, infelizmente, pode parecer que é genérico. Mas eu gosto, eu acho legal.

Nota: “About A Soul” foi uma banda de indie folk que durou de 2012 a 2024 em Americana e fez vários shows com a Lighthouse.

BOLASHOW: E como tá a sensação de estar escalado para tocar em um dos maiores – senão o maior – festival do interior paulista, que é o Santa Bárbara Rock Fest*? Como vocês receberam essa notícia?

RALF: Então, a recepção da notícia foi muito boa, porque nós estávamos no chá de cozinha do casamento do Matheus (guitarrista) na época. E eu tava super bad, porque assim, era até dia 20 (de junho, pra receber a resposta). Aí eu estava prestes a cantar um bingo, e lembro que depois de alguma rodada, eu falei assim (pro Danilo) “poxa, não rolou o SBO Rock Fest, né? Ia ser muito massa”, Aí ele falou: “Mano, mas que e-mail a gente cadastrou? Será que não chegou um da banda, algum spam?” e eu falei “Não, eu coloquei o meu, não chegou”, Aí fomos ver de novo e tava assim “Vocês foram selecionados”. Então, pô, foi muito legal. É muito gratificante, e também é muito recompensador e muito animador, né? Pode parecer passinhos pequenos pra muita gente, mas a gente tenta aproveitar cada conquista como uma coisa inacreditável que aconteceu, sabe?

Nota: o Santa Bárbara Rock Fest é um festival de três dias voltado para o rock and roll e suas vertentes, envolvendo bandas covers e autorais de várias partes do país, além de bandas consagradas. Em 2025, o festival acontece na Usina Santa Bárbara nos dias 22, 23 e 24 de agosto, com Massacration, Krisiun, Jota Quest, Dead Fish, Titãs, CPM 22 e Tihuana como headliners.

BOLASHOW: Fê Rodrigues, baixista, muita gente aqui da região te conhece, já te viu empunhando a guitarra, e provavelmente a maioria das pessoas viu você na discotecagem. Agora você tá numa banda que é totalmente diferente da sonoridade que você fazia com outros projetos seus, tocando um instrumento que você pegou agora. Como tá sendo a experiência?

FÊ RODRIGUES: Primeiro que eu fui jogado nessa banda, do nada. Jogaram o baixo na minha mão e falaram: “toca isso!” (risos). Só que, na verdade, a Lighthouse tá compondo uma parte que eu sempre quis. Eu sempre gostei desse estilo e sempre quis tocar esse estilo. Então é muito legal poder fazer isso também. É muito legal ver a gente conseguindo as coisas que a gente tá conseguindo, e foi meio despretensioso, porque quando eu e o Danilo entramos na banda, a gente falou pra eles “A gente tá na banda? Então a gente vai fazer uma banda de verdade”. Então eu sempre quis ter uma banda num estilo parecido com esse e o baixo aconteceu e agora eu vou ter que aprender esse negócio. Mas tá gostoso demais, gostoso demais.

BOLASHOW: Matheus, o Ralf acaba sendo a cara do Lighthouse, mas você também é uma parte essencial desse projeto. Até porque, pelo que fiquei sabendo pelas palavras do Fê Rodrigues, você é um imenso criativo conduzindo a guitarra. E também, pelo que eu ouvi recentemente, você é praticamente um outro cantor da Lighthouse. Como é a sua percepção que tá há tanto tempo no projeto agora com essas conquistas, matéria na grande mídia, SBO Rockfest, shows em São Paulo, etc?

MATHEUS: Pô, é muito massa, cara. Porque fechou muito bem essa formação, sabe? Eu sempre senti que a gente, antes, por trocar muito de formação, sair uma galera, entrar uma galera, a gente ficava sempre entre formações de banda e isso meio que travava um pouco a evolução da banda. E aí chegou esses dois caras que são correria. O Danilo é correria, o Fê conhece muita gente. E isso conseguiu impulsionar a gente pra um outro nível, assim, que a gente nem pensava em ter. E quando a banda voltou, voltou muito despretensioso, realmente. A gente voltou, inclusive, pro último show da About A Soul. A gente voltou pra uma apresentação especial com banda, né? E quem puxou essa apresentação especial foi o nosso ex-baixista, o Will. Então a gente voltou, voltou despretensioso, mas tá melhor do que nunca. A gente tem vivido coisas que a gente não imaginava que ia viver. E tem sido muito divertido.

BOLASHOW: Danilo, você que participou de vários projetos, seja como baterista, seja produzindo, sejam bandas grandes, médias, pequenas. Estar na Lighthouse agora, com grandes amigos de longa data, o que desperta em você?

DANILO: É engraçado, porque esses dias eu tava, inclusive, falando com um amigo sobre isso. Tipo, já vivi muita coisa no meio da música, e tá voltando a viver essas coisas e vendo, tipo, a empolgação dos meninos, dá até um quentinho, sabe? Quentinh que já tinha meio que passado. Então, pô, se vamos tocar num festival, é muito maneiro ver a empolgação dos meninos. Não que eu não me empolgue, né? Óbvio. É que é meio que o primeiro amor, assim. Então tá sendo muito legal esse processo. Tô me divertindo muito. Tô botando muita missão pra eles irem fazendo também. É um período que voltou as coisas, voltei a trabalhar com produção. Então, tipo, sei lá, a gente tá vendo que tá caminhando. Houve feedback de amigos, artistas e isso é muito legal. As coisas estão indo. E é legal ter essa sensação de novo, de voltar a viver a música, né?

Confira a entrevista em vídeo aqui.

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PapoShow: Sharded, a revelação do grunge https://bolashow.net/sharded-origem-e-planos-da-nova-cara-do-grunge-do-interior-paulista/ Thu, 17 Jul 2025 14:24:45 +0000 https://bolashow.net/?p=9142 Banda formada em 2024 impressiona pela qualidade e resgata sonoridade de Nirvana e Alice in Chains. Sharded é uma banda de Americana/Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, que tem como foco resgatar a sonoridade dos tempos áureos do grunge com fortes influências de Nirvana, Soundgarden e Alice in Chains, que inclusive fazem parte do seu repertório atual. Em papo com o vocalista Dudu (vídeo aqui) depois do ótimo show que fizeram na HUP Sounds, em Americana, no dia 04/07/2025, pude saber dele um pouco mais sobre a ideia de fazer nascer essa banda, por qual motivo escolheram o grunge (numa época em que o indie rock/emo está em alta) e quais são os próximos passos do grupo. Dudu, como surgiu a ideia de formar a banda e porque apostou no grunge? Antes da Sharded eu tinha uma banda de cover, eu tocava ACDC, Van Halen, Black Sabbath, etc. E aí eu queria fazer umas músicas autorais e eles (a banda cover) não estavam muito afim de fazer, sabe? Aí eu falei “acho que eu vou formar uma banda minha pra eu fazer as minhas músicas autorais e tocar mais o grunge, o Nirvana, Alice in Chains”, sabe? Enquanto eu procurava o pessoal, fiz a primeira gravação da banda que foi com músicos freelancers. O single “Hitting On And Killing” (já disponível nas plataformas) eu gravei, se não me engano, em 2023, 2024, sabe? E mano, e pra mim foi… é exatamente isso que eu quero. Eu quero fazer esse tipo de som. E eu achei os membros da banda muito por acaso. Eu trabalho no restaurante do meu pai, na Caseira. Eu estava tranquilo no caixa atendendo os clientes e o baterista nosso, o Lucas, chegou em mim e falou “eu fiquei sabendo que você tava procurando fazer uma banda, eu toco batera”. E o guitarrista quem indicou foi o Gustavo Palito (da banda Hellskitchen), ele também almoçava lá no restaurante e falou assim “Ó, tem um aluno aí que ele curte grunge, assim, curte Alice in Chains, Nirvana”. E ele passou pra mim. Então, foi muito engraçado, porque as coisas meio que vieram até mim, sabe? Eu tava procurando, mas eu não achei eles. Eles me acharam. Então foi muito foda. E o nome Sharded, o que significa e como você pensou nele? Eu passei muito tempo procurando o nome. E todos os nomes que eu queria já existiam. Todo mundo que criou uma banda já passou por isso, tá ligado? E aí eu vi o nome assim “quebrado”, “estilhaçado”. Aí eu pesquisei como que era (em inglês), né? Sharded. Falei “Cara, Sharded? Estilhaçado?”, eu achei o nome sensacional. E como que tá a sensação de poder tocar no SBO Rock Fest? Uma banda que tem tão pouco tempo de vida e com apenas um single lançado recentemente, já tá escalado para um dos maiores eventos de rock do interior de São Paulo. Mano, sensacional. Como eu falei pra você antes (da entrevista), quando eu recebi a notícia, eu tava tremendo. Pelo amor de Deus, eu não imaginava. Eu não tava acreditando. Eu falei “Nossa, minha banda tem só dois anos, assim, sabe? Não, não vou entrar nem ferrando”. Mais de 300 bandas se inscreveram, de mais de sete estados. Então, quando eu recebi a notícia, sensacional. A gente vai arrebentar lá. Falei pro pessoal “Bora, vamos ensaiar mais aí, tá ligado? Bora pra fazer um show do caralho lá no Rockfest”. Nota: o Santa Bárbara Rock Fest é um festival de três dias voltado para o rock and roll e suas vertentes, envolvendo bandas covers e autorais de várias partes do país, além de bandas consagradas. Em 2025, o festival acontece na Usina Santa Bárbara nos dias 22, 23 e 24 de agosto, com Massacration, Krisiun, Jota Quest, Dead Fish, Titãs e Tihuana como headliners. E com certeza vai ser um baita show. E sobre as músicas, vai vir com um CD novo aí? Ô, com certeza! A gente vai começar lançando os singles primeiro, né? E depois a gente vai lançar um álbum inteiro, então fiquem no aguarda aí que vai ter um álbum da Sharded. Confira a entrevista em vídeo aqui.

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Banda formada em 2024 impressiona pela qualidade e resgata sonoridade de Nirvana e Alice in Chains.

Sharded é uma banda de Americana/Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, que tem como foco resgatar a sonoridade dos tempos áureos do grunge com fortes influências de Nirvana, Soundgarden e Alice in Chains, que inclusive fazem parte do seu repertório atual.

Em papo com o vocalista Dudu (vídeo aqui) depois do ótimo show que fizeram na HUP Sounds, em Americana, no dia 04/07/2025, pude saber dele um pouco mais sobre a ideia de fazer nascer essa banda, por qual motivo escolheram o grunge (numa época em que o indie rock/emo está em alta) e quais são os próximos passos do grupo.

Dudu, como surgiu a ideia de formar a banda e porque apostou no grunge?

Antes da Sharded eu tinha uma banda de cover, eu tocava ACDC, Van Halen, Black Sabbath, etc. E aí eu queria fazer umas músicas autorais e eles (a banda cover) não estavam muito afim de fazer, sabe? Aí eu falei “acho que eu vou formar uma banda minha pra eu fazer as minhas músicas autorais e tocar mais o grunge, o Nirvana, Alice in Chains”, sabe?

Enquanto eu procurava o pessoal, fiz a primeira gravação da banda que foi com músicos freelancers. O single “Hitting On And Killing” (já disponível nas plataformas) eu gravei, se não me engano, em 2023, 2024, sabe? E mano, e pra mim foi… é exatamente isso que eu quero. Eu quero fazer esse tipo de som.

E eu achei os membros da banda muito por acaso. Eu trabalho no restaurante do meu pai, na Caseira. Eu estava tranquilo no caixa atendendo os clientes e o baterista nosso, o Lucas, chegou em mim e falou “eu fiquei sabendo que você tava procurando fazer uma banda, eu toco batera”. E o guitarrista quem indicou foi o Gustavo Palito (da banda Hellskitchen), ele também almoçava lá no restaurante e falou assim “Ó, tem um aluno aí que ele curte grunge, assim, curte Alice in Chains, Nirvana”. E ele passou pra mim. Então, foi muito engraçado, porque as coisas meio que vieram até mim, sabe? Eu tava procurando, mas eu não achei eles. Eles me acharam. Então foi muito foda.

E o nome Sharded, o que significa e como você pensou nele?

Eu passei muito tempo procurando o nome. E todos os nomes que eu queria já existiam. Todo mundo que criou uma banda já passou por isso, tá ligado? E aí eu vi o nome assim “quebrado”, “estilhaçado”. Aí eu pesquisei como que era (em inglês), né? Sharded. Falei “Cara, Sharded? Estilhaçado?”, eu achei o nome sensacional.

E como que tá a sensação de poder tocar no SBO Rock Fest? Uma banda que tem tão pouco tempo de vida e com apenas um single lançado recentemente, já tá escalado para um dos maiores eventos de rock do interior de São Paulo.

Mano, sensacional. Como eu falei pra você antes (da entrevista), quando eu recebi a notícia, eu tava tremendo. Pelo amor de Deus, eu não imaginava. Eu não tava acreditando. Eu falei “Nossa, minha banda tem só dois anos, assim, sabe? Não, não vou entrar nem ferrando”. Mais de 300 bandas se inscreveram, de mais de sete estados. Então, quando eu recebi a notícia, sensacional. A gente vai arrebentar lá. Falei pro pessoal “Bora, vamos ensaiar mais aí, tá ligado? Bora pra fazer um show do caralho lá no Rockfest”.

Nota: o Santa Bárbara Rock Fest é um festival de três dias voltado para o rock and roll e suas vertentes, envolvendo bandas covers e autorais de várias partes do país, além de bandas consagradas. Em 2025, o festival acontece na Usina Santa Bárbara nos dias 22, 23 e 24 de agosto, com Massacration, Krisiun, Jota Quest, Dead Fish, Titãs e Tihuana como headliners.

E com certeza vai ser um baita show. E sobre as músicas, vai vir com um CD novo aí?

Ô, com certeza! A gente vai começar lançando os singles primeiro, né? E depois a gente vai lançar um álbum inteiro, então fiquem no aguarda aí que vai ter um álbum da Sharded.

Confira a entrevista em vídeo aqui.

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Magüerbes traz o vinil “Rurais” para Americana https://bolashow.net/maguerbes-traz-o-vinil-rurais-para-americana/ Thu, 12 Jun 2025 19:30:00 +0000 https://bolashow.net/?p=8365 Banda americanense lança edição limitada do vinil na base Obrigado Vida Em evento organizado pela Mais Um Hits, a icônica Magüerbes fará um show bastante especial na base Obrigado Vida em Americana em julho junto das bandas Strepito, AllPacas e Vicio. O rolê visa celebrar o lançamento da edição em vinil do álbum “Rurais“, lançado em 2023. No dia do evento haverá barraca de merch que estará vendendo o vinil com desconto especial e em primeira mão. A venda online do disco ocorrerá posteriormente. Magüerbes é uma banda formada em Americana com mais de 30 anos de estrada e tem relevância e autenticidade não só no cenário musical independente, como também no Street Art por meio dos trabalhos culturais e audiovisuais do Obrigado Vida. Rurais Lançado em 2023, o álbum “Rurais” marca um momento de memória e revolução na história da banda Magüerbes. Inspirado nas origens, no cotidiano e na poesia do trabalho manual, o disco é um tributo ao símbolo que virou seu título: os ônibus rurais que cruzam as estradas do Brasil levando trabalhadores e histórias. Gravado em regime de imersão no Canto da Coruja (Piracaia – SP), produzido por Fabrizio Martinelli, mixado por André Salata, e lançado pela Repetente Records em parceria com a Ditto Music, “Rurais” reafirma a ousadia estética e sonora da banda – com peso, emoção e camadas que remetem ao melhor do rock alternativo mundial. Serviço Magüerbes, Strepito, AllPacas e Vicio Quando: 05/07/2025, 20hOnde: Obrigado Vida – Rua Silvino Bonassi, 840 – Americana/SPQuanto: A anunciar.Como: A anunciar.

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Banda americanense lança edição limitada do vinil na base Obrigado Vida

Em evento organizado pela Mais Um Hits, a icônica Magüerbes fará um show bastante especial na base Obrigado Vida em Americana em julho junto das bandas Strepito, AllPacas e Vicio.

O rolê visa celebrar o lançamento da edição em vinil do álbum “Rurais“, lançado em 2023. No dia do evento haverá barraca de merch que estará vendendo o vinil com desconto especial e em primeira mão. A venda online do disco ocorrerá posteriormente.

Magüerbes é uma banda formada em Americana com mais de 30 anos de estrada e tem relevância e autenticidade não só no cenário musical independente, como também no Street Art por meio dos trabalhos culturais e audiovisuais do Obrigado Vida.

Rurais

Lançado em 2023, o álbum “Rurais” marca um momento de memória e revolução na história da banda Magüerbes.

Inspirado nas origens, no cotidiano e na poesia do trabalho manual, o disco é um tributo ao símbolo que virou seu título: os ônibus rurais que cruzam as estradas do Brasil levando trabalhadores e histórias.

Gravado em regime de imersão no Canto da Coruja (Piracaia – SP), produzido por Fabrizio Martinelli, mixado por André Salata, e lançado pela Repetente Records em parceria com a Ditto Music, “Rurais” reafirma a ousadia estética e sonora da banda – com peso, emoção e camadas que remetem ao melhor do rock alternativo mundial.

Serviço

Magüerbes, Strepito, AllPacas e Vicio

Quando: 05/07/2025, 20h
Onde: Obrigado Vida – Rua Silvino Bonassi, 840 – Americana/SP
Quanto: A anunciar.
Como: A anunciar.

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Jovens Ateus traz o “mosh triste” para Americana https://bolashow.net/jovens-ateus-traz-o-mosh-triste-para-americana/ Thu, 12 Jun 2025 18:44:21 +0000 https://bolashow.net/?p=8367 Banda de pós punk vem para a HUP Sounds apresentar o álbum “Vol. 1”, o primeiro de sua carreira. Jovens Ateus é uma das gratas surpresas recentes do cenário alternativo brasileiro e tem conquistado bastante espaço com um som focado no pós-punk oitentista essencialmente, com claras inspirações em The Cure, Muzak e Joy Division, mas também adicionando elementos eletrônicos e até visitas ao hardcore e metal. Formada em 2020 em Maringá/PR, a banda formada por Guto Becchi (voz), João Manoel (guitarra), Fernando Vallim (guitarra), Bruno Deffune (baixo) e Antônio Bresolin (sintetizador e bateria eletrônica) lançou seu primeiro álbum “Vol. 1” em abril de 2025 pela Balaclava Records e vem sendo bastante aclamado pela crítica. A melancolia e o aspecto sombrio do pós-punk estão ali, mas Jovens Ateus também traz(em) em seus shows uma energia quase que destoante do gênero abrindo espaço até para elementos do hardcore/metal. O tal do “mosh triste”. Serviço Jovens Ateus Quando: 16/08/2025, 20hOnde: HUP Sounds – Americana/SPQuanto: A anunciar.Como: A anunciar.

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Banda de pós punk vem para a HUP Sounds apresentar o álbum “Vol. 1”, o primeiro de sua carreira.

Jovens Ateus é uma das gratas surpresas recentes do cenário alternativo brasileiro e tem conquistado bastante espaço com um som focado no pós-punk oitentista essencialmente, com claras inspirações em The Cure, Muzak e Joy Division, mas também adicionando elementos eletrônicos e até visitas ao hardcore e metal.

Formada em 2020 em Maringá/PR, a banda formada por Guto Becchi (voz), João Manoel (guitarra), Fernando Vallim (guitarra), Bruno Deffune (baixo) e Antônio Bresolin (sintetizador e bateria eletrônica) lançou seu primeiro álbum “Vol. 1” em abril de 2025 pela Balaclava Records e vem sendo bastante aclamado pela crítica.

A melancolia e o aspecto sombrio do pós-punk estão ali, mas Jovens Ateus também traz(em) em seus shows uma energia quase que destoante do gênero abrindo espaço até para elementos do hardcore/metal. O tal do “mosh triste”.

Serviço

Jovens Ateus

Quando: 16/08/2025, 20h
Onde: HUP Sounds – Americana/SP
Quanto: A anunciar.
Como: A anunciar.

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Terno Rei estreia a turnê “Nenhuma Estrela” em Piracicaba https://bolashow.net/terno-rei-estreia-a-turne-nenhuma-estrela-em-piracicaba/ Tue, 10 Jun 2025 20:07:21 +0000 https://bolashow.net/?p=8300 A banda paulistana escolheu o intimismo do Casarão, em Piracicaba, para mostrar ao mundo o seu mais novo disco. É fato que o Terno Rei arrasta um público apaixonado pelo seu som para todos cantos. Nos últimos anos esteve presente nos principais festivais de música do país como Lollapallooza, Primavera Sound e The Town, e representa um dos principais nomes expoentes do rock alternativo brasileiro. Nas últimas turnês, os shows próprios da banda tiveram completo soldout, e na noite de Piracicaba não foi diferente. As vendas foram realizadas em março e logo já foram esgotadas com entusiasmo pelo público que gostaria de ouvir o lançamento. Seu som que combina a melancolia junto de um sentimento de afago e conforto, já conquistou vários dos nomes mais representativos da música popular. A banda conta com participações em palco e estúdio de Samuel Rosa, líder do Skank, além do disco estreante da noite dispor com a participação do lendário Lô Borges, colaborador do Clube da Esquina, em “Relógio”. A apresentação A casa não fugiu do costume de ser muito bem pontual. Às 21h30 os quatro integrantes saíram de trás das cortinas do Casarão e se posicionaram para iniciar o show com efeitos sonoros do metrô paulistano, indicando o single “Próxima Parada“. O front-man Ale Sater apresentou os parceiros de palco, junto do anúncio que iriam fazer um show extenso, com um setlist que passaria por todos os álbuns. Você confere a escolha das músicas aqui. A ambientação da apresentação foi um show a parte, com o palco todo tomado por fumaça e luzes que vinham de traz dos músicos, elas se alternavam de acordo com a música executada com a ideia de representar o disco que pertence. O formato mais intimista do show também foi um destaque; apesar da casa suportar um número bom de pessoas, o espaço do Casarão promoveu uma proximidade excelente com o público. Toda a ambientação de palco baixo – mas não ao ponto de impedir a visão de quem está atrás – e o clima meia luz do lustre característico do espaço, com certeza alimentou o sentimento soturno nostálgico promovido pela banda. Ao todo foram tocadas 25 músicas, sendo 4 delas do Bis. Quem estava presente viu a estreia da banda tocando “Tempo” pela primeira vez, e inclusive em formato inédito para o grupo: com Ale sem algum instrumento, somente com o microfone em mãos. O músico brincou como fato e entregou uma performance descontraída na balada oitentista do disco.

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A banda paulistana escolheu o intimismo do Casarão, em Piracicaba, para mostrar ao mundo o seu mais novo disco.

É fato que o Terno Rei arrasta um público apaixonado pelo seu som para todos cantos. Nos últimos anos esteve presente nos principais festivais de música do país como Lollapallooza, Primavera Sound e The Town, e representa um dos principais nomes expoentes do rock alternativo brasileiro.

Nas últimas turnês, os shows próprios da banda tiveram completo soldout, e na noite de Piracicaba não foi diferente. As vendas foram realizadas em março e logo já foram esgotadas com entusiasmo pelo público que gostaria de ouvir o lançamento.

Seu som que combina a melancolia junto de um sentimento de afago e conforto, já conquistou vários dos nomes mais representativos da música popular. A banda conta com participações em palco e estúdio de Samuel Rosa, líder do Skank, além do disco estreante da noite dispor com a participação do lendário Lô Borges, colaborador do Clube da Esquina, em “Relógio”.

Terno Rei no Casarão Music Studio em Piracicaba. Foto por Gabriel Lopes.

A apresentação

A casa não fugiu do costume de ser muito bem pontual. Às 21h30 os quatro integrantes saíram de trás das cortinas do Casarão e se posicionaram para iniciar o show com efeitos sonoros do metrô paulistano, indicando o single “Próxima Parada“. O front-man Ale Sater apresentou os parceiros de palco, junto do anúncio que iriam fazer um show extenso, com um setlist que passaria por todos os álbuns. Você confere a escolha das músicas aqui.

A ambientação da apresentação foi um show a parte, com o palco todo tomado por fumaça e luzes que vinham de traz dos músicos, elas se alternavam de acordo com a música executada com a ideia de representar o disco que pertence. O formato mais intimista do show também foi um destaque; apesar da casa suportar um número bom de pessoas, o espaço do Casarão promoveu uma proximidade excelente com o público. Toda a ambientação de palco baixo – mas não ao ponto de impedir a visão de quem está atrás – e o clima meia luz do lustre característico do espaço, com certeza alimentou o sentimento soturno nostálgico promovido pela banda.

Ao todo foram tocadas 25 músicas, sendo 4 delas do Bis. Quem estava presente viu a estreia da banda tocando “Tempo” pela primeira vez, e inclusive em formato inédito para o grupo: com Ale sem algum instrumento, somente com o microfone em mãos. O músico brincou como fato e entregou uma performance descontraída na balada oitentista do disco.

Terno Rei no Casarão Music Studio em Piracicaba. Foto por Gabriel Lopes.

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PapoShow: Império Contra-Ataca, o emo com violão https://bolashow.net/paposhow-imperio-contra-ataca-o-emo-com-violao/ Sun, 08 Jun 2025 14:55:00 +0000 https://bolashow.net/?p=9159 Banda emo tem conquistado espaço na cena independente com carisma, violão e um braço da Chococorn no time. O Império Contra-Ataca, de Santa Bárbara d’Oeste, tem carisma de sobra no palco – principalmente na pessoa de seu vocalista Joabe – e apresentaram um espectro mais alegre e divertido do que geralmente vemos e ouvimos em bandas do estilo emo, indie rock e shoegaze. O “emo com violão” da “Imperioca” é bastante envolvente, dançante, por diversas vezes divertido. É bacana notar que a banda já leva consigo uma pequena multidão fiel que tem as músicas na ponta da língua. Inclusive, gosto muito de notar o quanto essas novas bandas fazem questão de mostrar a ligação com a sua cidade nas músicas. A “banda-irmã” Chococorn and The Sugarcanes tem como um de seus principais hits a música “Dom Bosco S.A.”, citando a rua do colégio. Já a Imperioca tem em suas composições referências diretas ao bairro barbarense onde o compositor vive. A banda – que conta com um membro compartilhado da Chococorn and The Sugarcanes, já expoente do “emo caipira” – tem apenas dois singles lançados, mas já promete novidades como um próximo single e um novo EP que, segundo Joabe, em entrevista ao BolaShow, “está vindo de verdade”. BOLASHOW: É impossível não associar o nome da banda com a saga Star Wars. De onde veio o nome e quais são as suas referências pra banda? JOABE: Por motivos legais o nosso nome não tá associado com a marca da Disney ou a saga Star Wars, mas o nome ele veio, na verdade, de um amigo nosso, o Pedro Guerreiro (da Chococorn). Ele queria ter um projeto chamado Império Contra-Ataca, né? Como a gente tava sem nome de banda, ele acabou repassando, fez a gentileza. Quanto à referências, inicialmente a gente foi muito inspirado em atos indie folk, tipo, da galera do Bandcamp, que nem Crywank, ou Pat the Bunny, e por isso que eu toco violão nos shows. Mas a gente também tem muita inspiração tanto do emo quanto do indie rock dos anos 2000. BOLASHOW: Eu quero muito pegar meu Spotify e ouvir Império Contra-Ataca. Eu quero saber quando vai ter um EP, um álbum completo aí pra gente sair dos dois singles que tem lá no Spotify (e demais plataformas). JOABE: A gente acabou de terminar o nosso próximo single e o EP a gente já tá com uma previsão de lançamento e eu posso falar que tá vindo de verdade agora. A gente tá organizado. Confira a entrevista em vídeo clicando aqui.

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Banda emo tem conquistado espaço na cena independente com carisma, violão e um braço da Chococorn no time.

O Império Contra-Ataca, de Santa Bárbara d’Oeste, tem carisma de sobra no palco – principalmente na pessoa de seu vocalista Joabe – e apresentaram um espectro mais alegre e divertido do que geralmente vemos e ouvimos em bandas do estilo emo, indie rock e shoegaze.

O “emo com violão” da “Imperioca” é bastante envolvente, dançante, por diversas vezes divertido. É bacana notar que a banda já leva consigo uma pequena multidão fiel que tem as músicas na ponta da língua. Inclusive, gosto muito de notar o quanto essas novas bandas fazem questão de mostrar a ligação com a sua cidade nas músicas. A “banda-irmã” Chococorn and The Sugarcanes tem como um de seus principais hits a música “Dom Bosco S.A.”, citando a rua do colégio. Já a Imperioca tem em suas composições referências diretas ao bairro barbarense onde o compositor vive.

A banda – que conta com um membro compartilhado da Chococorn and The Sugarcanes, já expoente do “emo caipira” – tem apenas dois singles lançados, mas já promete novidades como um próximo single e um novo EP que, segundo Joabe, em entrevista ao BolaShow, “está vindo de verdade”.

BOLASHOW: É impossível não associar o nome da banda com a saga Star Wars. De onde veio o nome e quais são as suas referências pra banda?

JOABE: Por motivos legais o nosso nome não tá associado com a marca da Disney ou a saga Star Wars, mas o nome ele veio, na verdade, de um amigo nosso, o Pedro Guerreiro (da Chococorn). Ele queria ter um projeto chamado Império Contra-Ataca, né? Como a gente tava sem nome de banda, ele acabou repassando, fez a gentileza.

Quanto à referências, inicialmente a gente foi muito inspirado em atos indie folk, tipo, da galera do Bandcamp, que nem Crywank, ou Pat the Bunny, e por isso que eu toco violão nos shows. Mas a gente também tem muita inspiração tanto do emo quanto do indie rock dos anos 2000.

BOLASHOW: Eu quero muito pegar meu Spotify e ouvir Império Contra-Ataca. Eu quero saber quando vai ter um EP, um álbum completo aí pra gente sair dos dois singles que tem lá no Spotify (e demais plataformas).

JOABE: A gente acabou de terminar o nosso próximo single e o EP a gente já tá com uma previsão de lançamento e eu posso falar que tá vindo de verdade agora. A gente tá organizado.

Confira a entrevista em vídeo clicando aqui.

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PapoShow: Torvelim, pós-punk de Brusque https://bolashow.net/paposhow-com-torvelim/ Sat, 07 Jun 2025 15:02:00 +0000 https://bolashow.net/?p=9161 Banda de Brusque/SC é uma das boas revelações do pós-punk com a benção do Movimento BQ80 Diretamente de Brusque, Santa Catarina, a banda liderada por Luiz Libardo tem raízes muito fortes no Movimento BQ80, quando Brusque tinha uma cena tão forte nos anos 80 que acabou sendo batizada como “a capital do punk no sul”. A Torvelim surge como um resgate dessa cena, inclusive herdando a música “A Fuga”, uma composição não gravada pela banda Bandeira Federal – um dos expoentes da época. Tive a oportunidade de conversar na HUP Sounds, em Americana, com o Luiz Libardo, vocalista, compositor e multi-instrumentista, com a companhia do baterista Lucas “Jones”, para saber um pouco mais da história e a ideia por trás da banda. Esse nome Torvelim é um pouquinho diferente, qual é a origem do nome, a explicação, se é que tem? O pior é que tem, velho. Tipo assim, Torvelim, por si só, uma palavra em português, por mais que muita gente ache que não é português, mas é português. Eu estava lendo um livro – não que eu seja grande leitor (risos) – mas eu estava lendo um livro do Chico Buarque (“O Estorvo”) e eu pirei muito nesse livro. Achei que tinha tudo a ver, que é o que eu queria falar, porque é um livro meio caótico, meio doido. Eu pensei em botar o nome da banda de “Estorvo”, só que ao mesmo tempo também pensei que não queria tocar tão pesado, se eu coloco “Estorvo” ia ficar meio bruto, acho que podia passar uma imagem do tipo “tô esperando uma destruição” e não é bem isso, né? A gente é muito mais naquela pilha de guitarra mais limpa, tipo The Smiths, então na primeira página do livro tem vários nomes e não sei exatamente por que que eles estão ali, mas parece que seriam possíveis nomes praquele livro, porque são palavras que tem tudo a ver. E lá tinha Torvelim. Logo pensei “Não sei o que significa, achei bonito”. E eu só tirei o inho do final, botei Torvelim pra não ficar no diminutivo, porque a banda tem que ser rock, tá ligado? (risos). Aí eu fui atrás e descobri que Torvelim significava Redemoinho, só que especificamente na água. Pensei que tinha tudo a ver. O livro é todo um movimento maluco, e a Torvelim é um pós punk rápido de chimbal duplo. Perfeito, o nome é perfeito. Aí virou Torvelim. Uma cidade geralmente ela molda um pouco da banda ou muito da banda. Brusque tem uma história curiosa e eu acredito que o Torvelim tem a ligação com isso, o movimento BQ80, é isso? Exatamente. Eu não era vivo na época, mas nos anos 80 a cidade de Brusque por algum motivo foi considerada a capital do punk em algum momento do Brasil. E lá tinham várias bandas, tinham vários rolês de punk, só que meio que acabou os anos 80 e acabou o rolê punk na cidade, assim, morreu de vez. E eu tinha uma outra banda chamada Stall The Orange que foi convidada pra tocar num tipo de evento de releitura, uma lembrança da época do BQ80, uma exposição com posters, jornais da época. E o (Luis) Deschamps, que é o professor do Jones, era o vocalista da Bandeira Federal, que é uma banda de Brusque que chegou a tocar em São Paulo pra caramba e tal, em programas de TV, SBT, etc. Ele é um cara muito gênio e sempre foi nosso brother, inclusive ele é meu xará, Luiz Deschamps. Então a gente sempre teve um apego muito grande. E a gente montou a Torvelim, que é a banda punk, e ele viu e ficou… “Velho, lembrou muito da nossa época e tal”. E aí, tem um som do nosso disco chamado A Fuga. Esse som é uma música deles dos anos 80 que não foi gravada e ele deu de presente pra gente. Tipo assim, “Pô, vocês são a última ou a única banda punk que veio desde os anos 80 pra Brusque”. Por mais que eu sei que muita gente já vai achar que a gente não é punk e talvez não seja, é meio pós-punk, assim, Mas… também é, né? E aí, tipo, assim, pra gente foi um prazer gigantesco porque a gente ganhou de presente uma música muito foda, de uma banda muito foda de um ídolo assim da nossa cidade. Então, gente tem essa ligação de ser a próxima uma banda punk depois de todo o movimento dos anos 80 que simplesmente acabou. Confira a entrevista em vídeo clicando aqui.

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Banda de Brusque/SC é uma das boas revelações do pós-punk com a benção do Movimento BQ80

Diretamente de Brusque, Santa Catarina, a banda liderada por Luiz Libardo tem raízes muito fortes no Movimento BQ80, quando Brusque tinha uma cena tão forte nos anos 80 que acabou sendo batizada como “a capital do punk no sul”. A Torvelim surge como um resgate dessa cena, inclusive herdando a música “A Fuga”, uma composição não gravada pela banda Bandeira Federal – um dos expoentes da época.

Tive a oportunidade de conversar na HUP Sounds, em Americana, com o Luiz Libardo, vocalista, compositor e multi-instrumentista, com a companhia do baterista Lucas “Jones”, para saber um pouco mais da história e a ideia por trás da banda.

Esse nome Torvelim é um pouquinho diferente, qual é a origem do nome, a explicação, se é que tem?

O pior é que tem, velho. Tipo assim, Torvelim, por si só, uma palavra em português, por mais que muita gente ache que não é português, mas é português. Eu estava lendo um livro – não que eu seja grande leitor (risos) – mas eu estava lendo um livro do Chico Buarque (“O Estorvo”) e eu pirei muito nesse livro. Achei que tinha tudo a ver, que é o que eu queria falar, porque é um livro meio caótico, meio doido.

Eu pensei em botar o nome da banda de “Estorvo”, só que ao mesmo tempo também pensei que não queria tocar tão pesado, se eu coloco “Estorvo” ia ficar meio bruto, acho que podia passar uma imagem do tipo “tô esperando uma destruição” e não é bem isso, né? A gente é muito mais naquela pilha de guitarra mais limpa, tipo The Smiths, então na primeira página do livro tem vários nomes e não sei exatamente por que que eles estão ali, mas parece que seriam possíveis nomes praquele livro, porque são palavras que tem tudo a ver. E lá tinha Torvelim. Logo pensei “Não sei o que significa, achei bonito”. E eu só tirei o inho do final, botei Torvelim pra não ficar no diminutivo, porque a banda tem que ser rock, tá ligado? (risos).

Aí eu fui atrás e descobri que Torvelim significava Redemoinho, só que especificamente na água. Pensei que tinha tudo a ver. O livro é todo um movimento maluco, e a Torvelim é um pós punk rápido de chimbal duplo. Perfeito, o nome é perfeito. Aí virou Torvelim.

Uma cidade geralmente ela molda um pouco da banda ou muito da banda. Brusque tem uma história curiosa e eu acredito que o Torvelim tem a ligação com isso, o movimento BQ80, é isso?

Exatamente. Eu não era vivo na época, mas nos anos 80 a cidade de Brusque por algum motivo foi considerada a capital do punk em algum momento do Brasil. E lá tinham várias bandas, tinham vários rolês de punk, só que meio que acabou os anos 80 e acabou o rolê punk na cidade, assim, morreu de vez.

E eu tinha uma outra banda chamada Stall The Orange que foi convidada pra tocar num tipo de evento de releitura, uma lembrança da época do BQ80, uma exposição com posters, jornais da época. E o (Luis) Deschamps, que é o professor do Jones, era o vocalista da Bandeira Federal, que é uma banda de Brusque que chegou a tocar em São Paulo pra caramba e tal, em programas de TV, SBT, etc. Ele é um cara muito gênio e sempre foi nosso brother, inclusive ele é meu xará, Luiz Deschamps.

Então a gente sempre teve um apego muito grande. E a gente montou a Torvelim, que é a banda punk, e ele viu e ficou… “Velho, lembrou muito da nossa época e tal”. E aí, tem um som do nosso disco chamado A Fuga. Esse som é uma música deles dos anos 80 que não foi gravada e ele deu de presente pra gente. Tipo assim, “Pô, vocês são a última ou a única banda punk que veio desde os anos 80 pra Brusque”. Por mais que eu sei que muita gente já vai achar que a gente não é punk e talvez não seja, é meio pós-punk, assim, Mas… também é, né? E aí, tipo, assim, pra gente foi um prazer gigantesco porque a gente ganhou de presente uma música muito foda, de uma banda muito foda de um ídolo assim da nossa cidade. Então, gente tem essa ligação de ser a próxima uma banda punk depois de todo o movimento dos anos 80 que simplesmente acabou.

Confira a entrevista em vídeo clicando aqui.

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O retorno de Dallas em Americana https://bolashow.net/o-retorno-de-dallas-em-americana/ Thu, 05 Jun 2025 20:28:14 +0000 https://bolashow.net/?p=8137 Banda de metalcore se junta a Hellskitchen e Sharded para tocar na HUP Sounds em julho. No dia 04 de julho de 2025, a HUP Sounds de Americana, uma das casas mais importantes para o fomento da cena autoral e underground no interior de São Paulo, vai fazer um rolê pesadíssimo com as bandas da região Hellskitchen, Sharded e o retorno de Dallas. Dallas é uma banda formada em 2009 em Americana, que mistura o peso do metal e a agressividade do hardcore. Com um álbum lançado – “We Are The Real Monsters” (2012) – a banda anuncio o seu retorno em abril de 2025 depois de seis anos e já realizou uma apresentação também em Americana, no Tattoo Festival, no dia 24 de maio. Completam o rolê o Hellskitchen, banda de Santa Bárbara d’Oeste liderada pelo guitarrista Gustavo Palito, com um álbum de estúdio – “We Are The Hells Crew” (2018) – e um ao vivo – “Broken Noses and Broken Bones – Live At SBO Rockfest” (2024)“, e Sharded, banda americanense de grunge que recentemente lançou seu primeiro som autoral, “Hitting On And Killing“. Serviço Dallas, Hellskitchen e Sharded Quando: 04/07/2025, 20h Onde: HUP Sounds – Americana/SPQuanto: A anunciar.Como: A anunciar.

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Banda de metalcore se junta a Hellskitchen e Sharded para tocar na HUP Sounds em julho.

No dia 04 de julho de 2025, a HUP Sounds de Americana, uma das casas mais importantes para o fomento da cena autoral e underground no interior de São Paulo, vai fazer um rolê pesadíssimo com as bandas da região Hellskitchen, Sharded e o retorno de Dallas.

Dallas é uma banda formada em 2009 em Americana, que mistura o peso do metal e a agressividade do hardcore. Com um álbum lançado – “We Are The Real Monsters” (2012) – a banda anuncio o seu retorno em abril de 2025 depois de seis anos e já realizou uma apresentação também em Americana, no Tattoo Festival, no dia 24 de maio.

Completam o rolê o Hellskitchen, banda de Santa Bárbara d’Oeste liderada pelo guitarrista Gustavo Palito, com um álbum de estúdio – “We Are The Hells Crew” (2018) – e um ao vivo – “Broken Noses and Broken Bones – Live At SBO Rockfest” (2024)“, e Sharded, banda americanense de grunge que recentemente lançou seu primeiro som autoral, “Hitting On And Killing“.

Serviço

Dallas, Hellskitchen e Sharded

Quando: 04/07/2025, 20h
Onde: HUP Sounds – Americana/SP
Quanto: A anunciar.
Como: A anunciar.

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PapoShow: Capote, emo diretamente de Santos https://bolashow.net/paposhow-capote-emo-diretamente-de-santos/ Thu, 05 Jun 2025 14:55:00 +0000 https://bolashow.net/?p=9157 A gente sempre espera coisa boa vinda da cena de Santos. Afinal, são diversas bandas que surgem por lá e sempre com muita inovação, originalidade e pegada. Com o Capote, formada em 2023, não é diferente. A banda tem muita qualidade transitando pelo emo, shoegaze e vertentes do rock alternativo. A banda lançou um EP em novembro de 2024 – muito bem recebido pelo público – e já está trabalhando em um provável novo álbum, conforme entrevista realizada ao BolaShow com o vocalista Pedro e o guitarrista João Pedro. BOLASHOW: A cidade de Santos sempre foi muito rica musicalmente, revelou bandas imensas pelo Brasil, inclusive GarageFuzz e BySideKing que sempre estão aqui na região de Americana. Para o Capote, sendo a novidade da cena, quais são as referências pra criar a sonoridade de vocês? E como que surgiu a ideia de fazer a banda? PEDRO: A gente já se conhece há muito tempo lá na cidade (de Santos), eu e o JP (João Pedro, guitarrista) estudamos juntos, o Truck era nosso amigo de rolê, o Gabs trabalhava no estúdio que a gente ensaiou já, e a nossa referência era muito próxima, eu já conhecia eles e tava com vontade de voltar a ter banda, coisa que eu já tinha tido no passado. Na época eu tava trabalhando com música eletrônica, uma coisa mais solitária e tal. Eu reuni a galera e era pra ser uma banda de new metal, mas aí no fim a gente juntou todas as referências, acabamos falhando como new metal (risos), mas começamos a trabalhar esse nosso lado emo, mais melódico e tal, e aí acho que aí a gente se encontrou. JOÃO PEDRO: Eu e o Pedro, a gente quando era mais moleque, tinha uns 15, 16 anos, a gente teve banda, né? E aí basicamente 10 anos depois veio a ideia de voltar a fazer banda. A gente já trampava, tá ligado? Tava cada um num canto, mas a vontadezinha de fazer o negócio chama de volta… E aí fizemos, lançamos um single, o pessoal curtiu. BOLASHOW: O Capote tem um EP lançado em novembro de 2024 e alguns singles, como que está sendo a receptividade desse EP e se já tem o plano e se esse álbum vindouro vai ser uma continuidade do EP ou vai ter outras referências? JOÃO PEDRO: Então, cara, a gente na real ficou extremamente feliz com todos os resultados que a gente soltou, assim, porque quando a gente soltou os primeiros singles, os primeiros dois singles, né? a gente foi meio despretensioso, sabe, e porra, teve muita gente gostando, aí nosso primeiro show já tinha gente cantando, e cara, até agora a gente não tem o que reclamar de recepção, a gente lançou o single de “Talvez Seja Melhor” agora há pouco tempo e já teve gente cantando hoje aqui, pô, muito foda. E em relação a coisa futura, cara, a gente tá trabalhando legal nisso já, na real. A gente já tá com algumas boas cinco músicas feitas, talvez, por aí. PEDRO: A gente vai lançar talvez um álbum ou alguma coisa assim do tipo, pra ter um trabalho mais consolidado e maior. JOÃO PEDRO: É, a nossa pretensão mesmo é tentar, talvez passando um semestre, lançar um disco novo. E, cara, eu não digo que vai ser uma continuação exata do EP, mas vai ter aquela sua carinha. Até porque a gente, pô, começou a querer colocar mais referência entre as bandas, enfim, começamos a ver outros sons. Revisitar coisas do passado. É, experimentar coisas diferentes. BOLASHOW: Banda de Santos. Todo mundo vai lembrar de Charlie Brown Jr. A gente pensa “Capote tem relação com Charlie Brown Jr.? Vai ter aquelas guitarras loucas, no estilo do Chorão?” Não, não vai ter, só que existe uma ligação do Capote com o Charlie Brown Jr., né, João Pedro? JOÃO PEDRO: Ah, é. Não é uma baaaaita ligação. Mas tem uma ligaçãozinha. Meu tio, ele foi… Ele conheceu o Champignon e o Chorão, lá de moleque. E aquela primeira formação, que ainda era What’s Up, ele era baterista e tal. Então, o Chorão, onde eu moro hoje, é onde eles ensaiavam e tal. Então, era da hora. Quando eu era criancinha ele passava pela gente, cumprimentava meu pai. Eu achava muito da hora aquilo. Falava “Nossa, meu pai conhece gente famosa”. Confira a entrevista em vídeo clicando aqui.

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A gente sempre espera coisa boa vinda da cena de Santos. Afinal, são diversas bandas que surgem por lá e sempre com muita inovação, originalidade e pegada. Com o Capote, formada em 2023, não é diferente. A banda tem muita qualidade transitando pelo emo, shoegaze e vertentes do rock alternativo.

A banda lançou um EP em novembro de 2024 – muito bem recebido pelo público – e já está trabalhando em um provável novo álbum, conforme entrevista realizada ao BolaShow com o vocalista Pedro e o guitarrista João Pedro.

BOLASHOW: A cidade de Santos sempre foi muito rica musicalmente, revelou bandas imensas pelo Brasil, inclusive GarageFuzz e BySideKing que sempre estão aqui na região de Americana. Para o Capote, sendo a novidade da cena, quais são as referências pra criar a sonoridade de vocês? E como que surgiu a ideia de fazer a banda?

PEDRO: A gente já se conhece há muito tempo lá na cidade (de Santos), eu e o JP (João Pedro, guitarrista) estudamos juntos, o Truck era nosso amigo de rolê, o Gabs trabalhava no estúdio que a gente ensaiou já, e a nossa referência era muito próxima, eu já conhecia eles e tava com vontade de voltar a ter banda, coisa que eu já tinha tido no passado. Na época eu tava trabalhando com música eletrônica, uma coisa mais solitária e tal.

Eu reuni a galera e era pra ser uma banda de new metal, mas aí no fim a gente juntou todas as referências, acabamos falhando como new metal (risos), mas começamos a trabalhar esse nosso lado emo, mais melódico e tal, e aí acho que aí a gente se encontrou.

JOÃO PEDRO: Eu e o Pedro, a gente quando era mais moleque, tinha uns 15, 16 anos, a gente teve banda, né? E aí basicamente 10 anos depois veio a ideia de voltar a fazer banda. A gente já trampava, tá ligado? Tava cada um num canto, mas a vontadezinha de fazer o negócio chama de volta… E aí fizemos, lançamos um single, o pessoal curtiu.

BOLASHOW: O Capote tem um EP lançado em novembro de 2024 e alguns singles, como que está sendo a receptividade desse EP e se já tem o plano e se esse álbum vindouro vai ser uma continuidade do EP ou vai ter outras referências?

JOÃO PEDRO: Então, cara, a gente na real ficou extremamente feliz com todos os resultados que a gente soltou, assim, porque quando a gente soltou os primeiros singles, os primeiros dois singles, né? a gente foi meio despretensioso, sabe, e porra, teve muita gente gostando, aí nosso primeiro show já tinha gente cantando, e cara, até agora a gente não tem o que reclamar de recepção, a gente lançou o single de “Talvez Seja Melhor” agora há pouco tempo e já teve gente cantando hoje aqui, pô, muito foda.

E em relação a coisa futura, cara, a gente tá trabalhando legal nisso já, na real. A gente já tá com algumas boas cinco músicas feitas, talvez, por aí.

PEDRO: A gente vai lançar talvez um álbum ou alguma coisa assim do tipo, pra ter um trabalho mais consolidado e maior.

JOÃO PEDRO: É, a nossa pretensão mesmo é tentar, talvez passando um semestre, lançar um disco novo. E, cara, eu não digo que vai ser uma continuação exata do EP, mas vai ter aquela sua carinha. Até porque a gente, pô, começou a querer colocar mais referência entre as bandas, enfim, começamos a ver outros sons. Revisitar coisas do passado. É, experimentar coisas diferentes.

BOLASHOW: Banda de Santos. Todo mundo vai lembrar de Charlie Brown Jr. A gente pensa “Capote tem relação com Charlie Brown Jr.? Vai ter aquelas guitarras loucas, no estilo do Chorão?” Não, não vai ter, só que existe uma ligação do Capote com o Charlie Brown Jr., né, João Pedro?

JOÃO PEDRO: Ah, é. Não é uma baaaaita ligação. Mas tem uma ligaçãozinha. Meu tio, ele foi… Ele conheceu o Champignon e o Chorão, lá de moleque. E aquela primeira formação, que ainda era What’s Up, ele era baterista e tal. Então, o Chorão, onde eu moro hoje, é onde eles ensaiavam e tal. Então, era da hora. Quando eu era criancinha ele passava pela gente, cumprimentava meu pai. Eu achava muito da hora aquilo. Falava “Nossa, meu pai conhece gente famosa”.

Confira a entrevista em vídeo clicando aqui.

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