“Haze of Time”, segundo o grupo, é um som que mergulha num território mais introspectivo e atmosférico – uma meditação assombrosa sobre a solidão existencial e a busca por significado dentro do desespero cósmico. Ela entrelaça uma atmosfera melancólica através de ritmos pulsantes, paisagens de sintetizadores exuberantes e vocais masculinos apaixonados.
Pra mim, “Haze of Time” já me agradou bastante nos momentos iniciais com uma atmosfera pós-punk ancorada em um baixo pronunciado e um groove de bateria igualmente pronunciado, enquanto as guitarras tocam os acordes livremente. O tom gótico misturado com aquele som indie rock e um vocal melancólico, mas poderoso, dá à música todo o som que a própria banda descreve: atmosférico, edificante e ao mesmo tempo introvertido.
Somente achei que o final da música foi muito abrupto para a proposta. A música poderia ter se beneficiado de uma duração mais longa para incorporar ainda mais instrumentais em tons atmosféricos, com um toque de agressividade, alguma frase em um solo simples para manter o engajamento que a composição traz. Sabe aquela explosão final que vemos nas músicas que levantam o público em um show?