PapoShow: Lighthouse

Banda com mais de 10 anos de estrada consolida formação e começa a dar passos maiores.

Lighthouse é uma banda de Americana/Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, que tem uma sonoridade muito própria dentro do indie rock, com melodias bastante intensas, íntimas e músicas que quase não tem refrão, mas ficam marcadas na sua memória.

Em papo com a banda toda (vídeo aqui) na HUP Sounds em Americana, no dia 20/07/2025, pude saber mais sobre a criação da banda, a ideia do nome, toda a trajetória nesses dez anos de atividade com várias troca de membros, e principalmente sobre essa nova fase com uma formação mais consolidada e que tem conquistado espaço com lançamento de seus primeiros registros gravados e shows fora da região de origem.

BOLASHOW: Ralf, muitos se surpreendem, mas o Lighthouse já tem 10 anos de carreira, só que está aparecendo na grande mídia agora (matéria no TMDQA), com gravação ao vivo (na Viva Bakery), lançamento de single (“Calma”), etc. Pra você que idealizou esse projeto, como está sendo essa nova fase com uma formação mais solidificada e essas conquistas?

RALF: É muito legal. É tudo novidade e ansiedade. Como você falou, tem muito tempo de projeto, então as coisas que, sei lá, eu tinha 10 anos atrás como sonho, eu vejo se concretizando hoje. Então, pô, a gente lançou uma música (“Calma”), e pra mim já foi muito feliz. A gente saiu no Tenho Mais Discos Que Amigos e eu fiquei, tipo assim, poxa, eu sempre acompanhei esse canal. São pequenas coisinhas que vão fazendo a gente… Poxa, pensar que valeu a pena ter persistido. E muito do que vem acontecendo hoje é por causa dessas três pessoas (apontando para o restante da banda), porque foi no momento que eu tava mais… “Ah, acho que não.” que eles falaram “Não? Dá sim”. Aí, por eles, a gente conseguiu fazer todas essas coisas hoje.

BOLASHOW: Voltando nas origens, como que foi a ideia de formar essa banda e qual o motivo do nome, por mais genérico que seja (risos)? Nota: Brincar sobre o “nome genérico” da banda é uma piada interna dos integrantes que acabou virando externa.

RALF: Poxa, o nome, por mais genérico que fosse, há 10 anos atrás não era tanto, sabe? (risos) Hoje em dia envelheceu mal, né? Envelheceu que nem leite. Mas tudo bem. E o nome foi num susto, provavelmente, porque todas as músicas que eu fiz foram todas concebidas uma vez só e depois divididas em músicas separadas, que a gente toca até hoje. E, consequentemente, eu tava em Porto Alegre, na casa do meu amigo Mau – que inclusive foi quem editou todos os nossos vídeos que a gente lança nas mídias – e lá tem um farolzão, né? Eu esqueci o nome do lugar (Nota: Gasômetro), e aí bateu “Lighthouse”, porque na época, colocar o nome em inglês era bacana, e já tinha um “About A Soul”* e eu era muito próximo dessa banda (risos). Mas eu fui meio que na onda de falar que “Ah, farol não, vou por Lighthouse”, e aí ficou. Aí agora, infelizmente, pode parecer que é genérico. Mas eu gosto, eu acho legal.

Nota: “About A Soul” foi uma banda de indie folk que durou de 2012 a 2024 em Americana e fez vários shows com a Lighthouse.

BOLASHOW: E como tá a sensação de estar escalado para tocar em um dos maiores – senão o maior – festival do interior paulista, que é o Santa Bárbara Rock Fest*? Como vocês receberam essa notícia?

RALF: Então, a recepção da notícia foi muito boa, porque nós estávamos no chá de cozinha do casamento do Matheus (guitarrista) na época. E eu tava super bad, porque assim, era até dia 20 (de junho, pra receber a resposta). Aí eu estava prestes a cantar um bingo, e lembro que depois de alguma rodada, eu falei assim (pro Danilo) “poxa, não rolou o SBO Rock Fest, né? Ia ser muito massa”, Aí ele falou: “Mano, mas que e-mail a gente cadastrou? Será que não chegou um da banda, algum spam?” e eu falei “Não, eu coloquei o meu, não chegou”, Aí fomos ver de novo e tava assim “Vocês foram selecionados”. Então, pô, foi muito legal. É muito gratificante, e também é muito recompensador e muito animador, né? Pode parecer passinhos pequenos pra muita gente, mas a gente tenta aproveitar cada conquista como uma coisa inacreditável que aconteceu, sabe?

Nota: o Santa Bárbara Rock Fest é um festival de três dias voltado para o rock and roll e suas vertentes, envolvendo bandas covers e autorais de várias partes do país, além de bandas consagradas. Em 2025, o festival acontece na Usina Santa Bárbara nos dias 22, 23 e 24 de agosto, com Massacration, Krisiun, Jota Quest, Dead Fish, Titãs, CPM 22 e Tihuana como headliners.

BOLASHOW: Fê Rodrigues, baixista, muita gente aqui da região te conhece, já te viu empunhando a guitarra, e provavelmente a maioria das pessoas viu você na discotecagem. Agora você tá numa banda que é totalmente diferente da sonoridade que você fazia com outros projetos seus, tocando um instrumento que você pegou agora. Como tá sendo a experiência?

FÊ RODRIGUES: Primeiro que eu fui jogado nessa banda, do nada. Jogaram o baixo na minha mão e falaram: “toca isso!” (risos). Só que, na verdade, a Lighthouse tá compondo uma parte que eu sempre quis. Eu sempre gostei desse estilo e sempre quis tocar esse estilo. Então é muito legal poder fazer isso também. É muito legal ver a gente conseguindo as coisas que a gente tá conseguindo, e foi meio despretensioso, porque quando eu e o Danilo entramos na banda, a gente falou pra eles “A gente tá na banda? Então a gente vai fazer uma banda de verdade”. Então eu sempre quis ter uma banda num estilo parecido com esse e o baixo aconteceu e agora eu vou ter que aprender esse negócio. Mas tá gostoso demais, gostoso demais.

BOLASHOW: Matheus, o Ralf acaba sendo a cara do Lighthouse, mas você também é uma parte essencial desse projeto. Até porque, pelo que fiquei sabendo pelas palavras do Fê Rodrigues, você é um imenso criativo conduzindo a guitarra. E também, pelo que eu ouvi recentemente, você é praticamente um outro cantor da Lighthouse. Como é a sua percepção que tá há tanto tempo no projeto agora com essas conquistas, matéria na grande mídia, SBO Rockfest, shows em São Paulo, etc?

MATHEUS: Pô, é muito massa, cara. Porque fechou muito bem essa formação, sabe? Eu sempre senti que a gente, antes, por trocar muito de formação, sair uma galera, entrar uma galera, a gente ficava sempre entre formações de banda e isso meio que travava um pouco a evolução da banda. E aí chegou esses dois caras que são correria. O Danilo é correria, o Fê conhece muita gente. E isso conseguiu impulsionar a gente pra um outro nível, assim, que a gente nem pensava em ter. E quando a banda voltou, voltou muito despretensioso, realmente. A gente voltou, inclusive, pro último show da About A Soul. A gente voltou pra uma apresentação especial com banda, né? E quem puxou essa apresentação especial foi o nosso ex-baixista, o Will. Então a gente voltou, voltou despretensioso, mas tá melhor do que nunca. A gente tem vivido coisas que a gente não imaginava que ia viver. E tem sido muito divertido.

BOLASHOW: Danilo, você que participou de vários projetos, seja como baterista, seja produzindo, sejam bandas grandes, médias, pequenas. Estar na Lighthouse agora, com grandes amigos de longa data, o que desperta em você?

DANILO: É engraçado, porque esses dias eu tava, inclusive, falando com um amigo sobre isso. Tipo, já vivi muita coisa no meio da música, e tá voltando a viver essas coisas e vendo, tipo, a empolgação dos meninos, dá até um quentinho, sabe? Quentinh que já tinha meio que passado. Então, pô, se vamos tocar num festival, é muito maneiro ver a empolgação dos meninos. Não que eu não me empolgue, né? Óbvio. É que é meio que o primeiro amor, assim. Então tá sendo muito legal esse processo. Tô me divertindo muito. Tô botando muita missão pra eles irem fazendo também. É um período que voltou as coisas, voltei a trabalhar com produção. Então, tipo, sei lá, a gente tá vendo que tá caminhando. Houve feedback de amigos, artistas e isso é muito legal. As coisas estão indo. E é legal ter essa sensação de novo, de voltar a viver a música, né?

Confira a entrevista em vídeo aqui.

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