PapoShow: Sorosoro, a banda dos riffs lentos

Banda de Blumenau se destaca pela mistura de slowcore, shoegaze, emo e indie que abre espaço para experimentalismo em suas músicas.

Sorosoro é uma banda de Blumenau, Santa Catarina, que foi criada a partir de jams entre amigos e em 2021 se tornou uma banda. Hoje o grupo tem 1 EP e alguns singles lançados, sendo o mais recente a divertidíssima “AH! EU ODEIO TRABALHAR“, lançado irônica e propositalmente no dia 01 de maio, feriado do Dia do Trabalhador.

Com bateria, baixo e três guitarras no palco, a banda impressiona pela sonoridade bastante experimental em um contexto sonoro – emo/indie/shoegaze – que raramente se vê iniciativas desse tipo. São transições de ritmo e andamentos trilhados pela música indie emo, muitas vezes melancólica e em andamentos lentos (aliás o instagram deles é @riffslentos), que ora abre espaço para sons mais agitados.

Em conversa com Bolashow, o guitarrista e vocalista Pedro Museka e o também guitarrista Miguel explicaram a origem da banda e revelaram planejam trabalhar o segundo semestre de 2025 em seu primeiro álbum.

BOLASHOW: Pedro, de onde veio o nome Sorosoro? Acho que é uma pergunta que se repete bastante pra vocês.

PEDRO MUSEKA: Cara, Sorosoro é baseado, na verdade, em um grito de guerra de um certo amigo meu que sofreu um acidente enquanto estava, vamos dizer assim, inebriado, fora das suas melhores faculdades mentais. Ele decidiu que fumar um cigarro ia ser uma boa ideia, baixou a pressão, caiu no chão e abriu o supercilio. Ele tava completamente ensandecido, se sentindo desidratado, com a boca seca e ficava pedindo pra enfermeira “soro, soro, soro”, e foi uma coisa que meio que nos impactou bastante.

Isso foi eventualmente parar numa lista de 50 nomes que a gente tinha pensado pra banda, entre eles “Ministério Público Federal, a banda”, “Vendo Palio 2007”, mas a gente depois descobriu outros significados da palavra (Sorosoro) também. A gente gosta de bandas com nomes repetitivos. No japonês significa tipo lentamente ou gradativamente, e isso combina com o tipo de música que a gente queria tocar.

A gente começou como uma banda de slowcore. Hoje em dia, eu não sei se a gente é uma banda de slowcore, mas a gente é muito inspirado ainda. É uma banda de gororoba, de coisas dos anos 90, no geral. A gente descobriu hoje que o nosso gênero é 90’s Slop. Que é gororoba de bandas dos anos 90. Yo La Tengo, Sonic Youth, Pavement, Low… E é tudo de bom, né? Tudo de bom misturado nessa bandinha linda que é a Sorosoro.

BOLASHOW: E o arroba do Instagram, como vocês chegaram no nome “riffslentos”?

PEDRO: Então, o arroba do Instagram, a gente tentou @sorosoro, né? Mas não deu. A gente tentou @soro_soro, e não deu. A gente usou @soro-soro, não deu. Nada tava disponível. Uma das ideias que a gente teve, pensando assim, tipo “Tá, e se nossa arroba não tivesse nada a ver com o nome da banda, sabe?”. A gente gosta muito da Exclusive Os Cabides, e eles também tem uma história longa do nome deles, mas Exclusives Cabides é um pedaço de uma frase, que é “Roubaram tudo, exclusive os cabides”. Então o arroba deles é @rubaramtudo.

Aí a gente chegou nesse nome, “@riffslentos”, que é bem autoexplicativo, pois a gente toca riffs Lentos. É uma dor de cabeça enorme ter esse arroba, porque as pessoas não nos acham. Tem um ato francês, um duo eletrônico francês chamado SOROSORO também – que surgiu depois da gente, só pra deixar claro – que é, sei lá, @sorosorooficial (nota: é @sororomusique) e aí às vezes a galera marca eles em vez de marcar a gente.

A nossa assessora de imprensa que fez o release do último single falou assim “Ó, você tem que trocar essa arroba, né?” A gente falou “Mas é o nosso filho, cara. Como é que, tipo, como que eu vou me desfazer disso?” E é isso.

BOLASHOW: O Sorosoro tem um EP, alguns singles, inclusive o mais recente “Ah! Odeio Trabalhar”. Miguel, álbum vem ou não?

MIGUEL: Vem, vem. A gente tem muita música que a gente toca há tempo já, que a gente tem, que a gente gosta muito. Tem música que a gente toca há dois anos em show, que a gente não gravou ainda porque, bom, é uma banda independente, todo mundo trabalhando. Eu moro em outra cidade que os guri, então pra todo mundo se encontrar e tocar e gravar é difícil, mas a gente tá com muita vontade, e desse ano não passa.

A gente tem que sentar, a gente tem que ir no estúdio, tem que gravar. E, ao que tudo indica, a gente vai dedicar o segundo semestre do ano agora a focar o máximo possível em gravar esse álbum, essas músicas que a gente tem. E final de 2025, começo de 2026, quem sabe, a gente esteja aí com um trabalho novo.

Confira a entrevista em vídeo clicando aqui.

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